Compras, compritchas e o que realmente vale a pena em Buenos Aires

Compras e o que realmente vale a pena em Buenos Aires.

O câmbio favorável e as irresistíveis comprinhas em Buenos Aires.

Buenos Aires pode ser um paraíso para torrar la plata, mas pode ser também uma cilada. Quer um exemplo? Em São Paulo você consegue comer “ok” no almoço por 35 reais, mas por lá até os botecos te cobram mais que 35 pesos e dificilmente você gasta menos que 70 pilas.

Claro que, com o câmbio favorável como nunca, continua valendo (e muito!) a pena comer e gastar por lá, mas não adianta achar que você está arrasando com 400 pesos no bolso porque não é bem assim rs… Dito isso, constatada também a inflação crescente na Argentina e tudo mais, vambora ver algumas boas barganhas que você pode encontrar (sem contar a Las Pepas e a Isadora que tem posts à parte).

 Sylvia y MarioPrecisando presentear sua mãe, sua amiga ou seu avô com aquela clássica jaqueta de couro ou blusa de cashemere? Eu também já estive nessa situação e meu melhor achado foi a Sylvia y Mario. Eles são fabricantes, tem peças femininas e masculinas e a loja ainda é bacaninha e espaçosa. Eles ficam na M.T. de Alvear, 550, uma travessa no comecinho da Florida. Ah, pague com efectivo (grana) e barganhe mais 10% de desconto. Tenho blusas ótimas de cashemere com seda que saíram por 120 pesos.

Welcome Marroquineria – Sei que a Casa Lopez lidera as indicações, mas ainda na M.T. de Alvear vale dar uma olhada nas bolsas, malas e sapatos de couro da Welcome. Eles tem modelos tradicionais, mas também artigos mais modernos e coloridos. A qualidade do couro é incrível, assim como o preço. Tenho uma bolsa de couro grande caramelo, daquelas lindas e atemporais, que saiu por cerca de 520 pesos.

FalabellaNão sei qual é a minha, mas piro em lojas de departamento que acho que perderiam metade da graça se tivessem no Brasil. Parece que tem um gostinho especial ir a H&M na Europa, né? Na América do Sul, tenho esse apego pela loja feminina da Falabella. Além de olhar o setor gigante de cosméticos, adoro percorrer as araras de moda jovem e encontrar achados como um sobretudo de lã azul, com forro de estrelinhas, por 240 pesos (menos de 100 reais!!!). Vai lá: Calle Florida, 202.

Complot – Não é das lojas mais baratinhas, mas vale a visita! Tem a cara da garota portenha moderna e é lá que eu vou quando quero me sentir dentro do espírito da cidade. Em geral, se prepare para vários tipos de legging e, neste inverno, a grande tendência são os casacos de lã pra lá de maxi. Tudo parece que você pegou do seu avô, mas com muito estilo hahahahaha. Comprei um desses mega casacões de tricô por 340 pesos e saí de lá feliz da vida. Mais lojas de moda jovem pra ficar de olho: Materia, Ayres, Vitamina e Cuesta Blanca.

HavannaHit dos hits. Mesmo que já tenha desembarcado por nossas bandas e mesmo que, ao menos na minha opinião, existam alfajores melhores, tradição é tradição! Por lá, as guloseimas custam metade do que aqui e podem ser achadas com facilidade em todos os cantos da cidade. Tabela rápida de preços do alfajor: unidade 5 pesos, caixa com 6, 12 e 24 alfajores, 27, 52 e 100 pesos respectivamente.

M.A.C. ProA loja completona da rede de maquiagens canadense pode ser encontrada na entrada das Galerias Pacífico. Apesar do preço do Freeshop ser sempre MUITO melhor (atenção para a incrível loja em Ezeiza), aqui você pode encontrar algumas linhas e produtos que não são vendidos nos aeroportos. Foi o caso da minha amada base “Face and Body”.  Ela vem em uma bisnaga de 120ml que dura uma eternidade e, no Brasil, custa 147 reais diante dos 260 pesos (R$108) da loja em Buenos Aires. Atenção: nos Free Shops do Aeroparque não tem M.A.C.

Dermocosméticos – Ah, o fetiche que eu tenho pelos dermocosméticos! Aqueles produtos incríveis, hipoalergênicos e ultra funcionais, que vão do creme anti-celulite  à shampoos super específicos e eficientes. Sem falar nas águas termais, um pequenos luxo que todos deveriam adotar! Em Buenos, o preço faz com que seja impossível sair da Farmacity sem um desses produtos. Delicie-se nas prateleiras da Avène, La Roche Posay e Vichy!

Lacoste– A marca, que agrada demais aos brasileiros, é um dos locais mais movimentados das Galerias Pacífico. Se quiser um pouco mais de paz, vá às duas outras  lojas da grife espalhadas pela Calle Florida e fuja da fila dos provadores. Eu, que só sou freguesa da Lacoste nas camisas sociais femininas, sondei que estavam por 379 pesos. Por aqui, certamente custam mais do que 150 reais.

>>> Ah, sobre os festejados outlets, nunca consegui (para ser honesta também não tive vontade) dedicar alguns dias para explorá-los. Sei que são muitos e que podem render bons descontos. Se você quiser se arriscar nessa aventura, consulte o compilado de sugestões do site Oh Buenos Aires.

.
LEIA MAIS:
Preços do Duty Free de Ezeiza e Aeroparque. Mate sua curiosidade aqui!
O que trazer de lembrança de Buenos Aires sendo original e gastando pouco
Expectativa x realidade: As compras que eu (não) fiz na Rapsodia.
Las Pepas – Jaquetas, bolsas e sapatos de couro lindos para las chicas!
Isadora – Bijus com cara da Accessorize e preço da 25 de março!
Palermo – Por que eu saí do centro para me hospedar lá.
.

O que trazer de lembrança de Buenos Aires sendo original e gastando pouco

O que trazer de lembrança de Buenos Aires sendo original e gastando pouco

Alfajores e doce de leite da Havanna. Estatuetas, canecas e imãs de geladeira com casais dançando tango. Bolsinhas e porta níqueis com a bandeira da Argentina. Cashemere e chalinas. Invariavelmente um desses itens estará na sua mala na volta de Buenos Aires.

Claro que estes souvernirs são bem-vindos, alguns até pela sua aura kitsch e divertida, mas eles não vão exatamente surpreender seus parentes e amigos, especialmente aqueles que já estiveram na cidade. Para estes casos, focando na idéia regalito, ou seja, pequenas lembrancinhas com preços até 25 reais, eu aderi a essas 6 idéias nesta minha última viagem:

Alfajores Jorgito: Estão entre os mais populares entre os locais e são realmente muito gostosos. Você encontra por uns 8 pesos no supermercado em embalagens fofas retrô, tipo “lanche” das crianças. Vem com 6 unidades, nos sabores chocolate, doce de leite, mousse e frutas.

Mostarda Savora: Recebi a encomenda de trazê-la e fiquei curiosa para provar. Achei uma delícia! E o melhor: é super baratinha, tipo 5 pesos, mas mil vezes mais gostosa do que aquela que você compraria por 2 reais no Brasil. Essa é para fazer uma graça com seu amigo que começou a se aventurar na cozinha ou para você colocar na batatinha frita aqui no Brasil e lembrar da viagem!

Shampoo, condicionador e tratamentos capilares TRESemme: Diz a Catarina, minha amiga que adora cosméticos, que é qualidade de Kerastase a preço de Seda. Exageros à parte, eu usei uma vez e realmente curti o resultado. As embalagens de 250ml custam em torno de 10 pesos e você encontra em qualquer farmácia. Pechincha!

Bloquinho da Papelera Palermo – A papelaria mais charmosa de Buenos Aires tem opções de bloquinhos feitos com papéis artesanais e estampas próprias. Por cerca de 20 pesos, é um presente pra lá de simpático para aquele seu amigo de bom gosto que já tem tudo. Fica a dica, agora em novo endereço na Calle Cabrera, 5227.

Outros livros do Quino– Digo outros porque, no Brasil, ele é conhecido quase que exclusivamente pela genial “Mafalda”. Estas outras obras, embora menos celebradas, são igualmente brilhantes, mantém a mesma verve política e são ainda mais legais de ler no seu idioma original. Algumas delas, editadas pela De La Flor, são “Que presente impresentable”, “Potentes, Prepotentes e Impotentes”, “Si, Cariño” e “Quinoterapia”. Vá na famosíssima livraria El Ateneo, da Av. Santa Fé, e garanta seu exemplar por 34 pesos.

Livros do Liniers – Um dos meus cartunistas prediletos, ao lado de Bill Watterson , criador do Calvin e Haroldo. As tirinhas da série Macanudo, que trazem vários personagens de um universo fantasioso, são publicadas há quase uma década no La Nación, jornal de maior circulação na Argentina e há algum tempo por aqui na Folha de S. Paulo. Seu humor é sutil, quase melancólico. No seu último livro, lançado há duas semanas na Argentina, Liniers pediu que a capa dos 5 mil primeiros exemplares viessem em branco para serem ilustradas manualmente. Esse regalo eu queria (assim, muito) para mim! O “Macanudo#2”, livro que eu comprei desta vez , custou 44 pesos na livraria El Ateneo.

.

LEIA MAIS:
Preços do Duty Free de Ezeiza e Aeroparque. Mate sua curiosidade aqui!
Isadora – Bijus com cara da Accessorize e preço da 25 de março!
Las Pepas – Jaquetas, bolsas e sapatos de couro lindos para las chicas!
Expectativa x realidade: As compras que eu (não) fiz na Rapsodia.
Compras, compritchas e o que realmente vale a pena em Buenos Aires
Palermo – Por que eu saí do centro para me hospedar lá.
.

Argentina além de Buenos Aires.

Argentina além de Buenos Aires.

Na lista: Glaciar Perito Moreno, Cataratas do Iguaçu, montanhas em Salta, vinícola em Mendoza e praia em Bariloche.

Buenos Aires é também um ótimo ponto de partida para outros destinos interessantíssimos na Argentina, como Colônia del Sacramento e Delta del Tigre, sobre os quais já escrevi nesse post. Aqui, mais alguns lugares sobre os quais estou pensando em ir na minha próxima viagem ao país. Atualmente, eles estão na seguinte ordem de interesse:

* * * * * PATAGÔNIA – A paisagem rara dos glaciares, em especial o Perito Moreno, localizado na cidade de El Calafate, está no topo da minha lista de desejos há tempos! O impacto dos blocos de gelo gigantes, de mais de 60 metros, caindo na água diante do silêncio absoluto do local me inspiram a tirar a mochila do armário agora mesmo!

* * * * CATARATAS DO IGUAÇU – É uma das novas 7 maravilhas da natureza e contempla mais de 250 quedas d’água que compõem um visual estonteante. Destino conhecidos de 10 entre 10 gringos que vem para a América do Sul, já está mais do que na hora de ser devidamente valorizado e visitado pelos brasileiros.

* * * SALTA E JUJUY  – Taí um destino quase desconhecido entre os brasileiros, mas que é hit entre mochileiros europeus. As duas províncias, que ficam no noroeste argentino, combinam arquitetura colonial, passeios a cavalo, belas montanhas coloridas, culinária crioula e todas as tradições dos Aymaras, povo pré-inca que povoou a região.

* * * MENDOZA – Quase na fronteira do Chile, é aqui que são produzidos alguns dos melhores vinhos da Argentina. Nesse roteiro, é obrigatório explorar as vinícolas e suas imperdíveis degustações. Talvez eu ainda combinasse esse programa com um trekking leve pelos Andes.

* * BARILOCHE (no verão) – Posso estar muito enganada e adoro quando me provam o contrário… mas o que me tira o pique de ir curtir a neve por lá é que a cidade, também conhecida como Brasiloche, fica apinhada de adolescentes brasucas no inverno comemorando antecipadamente a formatura.  Me pergunto: Será que vale a investida? Nesses último dias, fiquei sabendo que a cidade guarda boas surpresas no verão, com as águas cristalinas das lagoas da região que se transformam em praias bem legais. Prometo testar e escrever depois aqui.

>>> Para ter uma idéia de preço e me inspirar nos roteiros, dei uma olhada no site da agência de turismo argentina Say Hueque. Ainda não experimentei o serviço deles, mas já ouvi vários elogios de viajantes independentes. Se alguém testar algum dos pacotes deles, depois me conta como foi a experiência?

.

Palermo Soho querido

Eco Pampa Hostel - Palermo Soho (Ca Estoy)
Ahorita em Palermo Soho. Desayuno con medialunas, mantequilla y dulce de leche. Pra que mais, né? Em breve, novos posts fresquinhos aqui da Argentina.
.

Boas novas!

O trabalho de freela em pesquisa para documentário estava las-ca-do e acabou sobrando para o blog, que ficou sem as devidas atualizações. Agora, com a agenda organizada, bora  tocar em definitivo o LA CHICA DE MOCHILA !

>>> Vá para a página inicial do site e veja notícias fresquinhas sobre viagens, clicando aqui.

 

 

Peru: Arequipa ou Trujillo?

Sempre acreditei que um ótimo jeito de (re)começar seria respondendo a perguntas  sobre viagens. Tanto as que me fazem quanto as que eu mesma me faço (e são inúmeras, todo dia!) ou ainda as que eu pesco em sites e blogs, como foi o caso, hoje, do sempre útil Perguntódromo do Viaje na Viagem,  site que eu adoro do Riq Freire.

A questão levantada pela Lu Malheiros, do blog Dividindo a Bagagem, veio bem a calhar para a retomada dos posts. Vamos nessa!

Peru: Arequipa ou Trujillo? Que cidade é mais indicada para complementar uma viagem a Lima, totalizando uma semana?

“Lu, estive nas duas cidades em setembro passado. Segue um apanhado geral. Está longo, mas acredito que possa ser útil 🙂

Primeiro vamos às distâncias: De avião, os dois destinos ficam a cerca de 1h15 de Lima.  Já de ônibus, são – em média – 8 horas até Trujillo e 14 para Arequipa. Nesse caso, optaria pelas viagens noturnas, que não chegam a ser um problema uma vez que é possível encontrar boas cias de ônibus, como a Cruz del Sur, com assentos reclináveis e até bem confortáveis.

Quanto aos destinos, as duas cidades oferecem programas bem diferentes. Trujillo é a terceira maior cidade do país. A região foi habitada por duas civilizações fundamentais no antigo Peru: a Moche e a Chimu. Prepara-se para uma verdadeira imersão de história e cultura ao visitar centros arqueológicos impressionantes.

Por lá, é obrigatório fazer uma visita guiada a Chan Chan, capital do reino Chimú e a maior cidade de barro da América pré-hispânica. As huacas (pirâmides sem ponta) Arco- Iris, construída pelos Chimús, e a del Sol y de la Luna, de origem Moche, também valem demais a visita.

Além disso, o centro histórico de Trujillo é bem charmoso e preservado. Existem algumas belas mansões restauradas, abertas à visitação, que datam dos princípios da República.

Complementaria ainda o passeio com um pulo na praia de Huanchaco, que fica a 15 minutos do centro. A praia não tem uma beleza tropical ou estonteante, mas fica mil vezes mais bonita com o pôr-do-sol lá pelas 5 da tarde. Vá para a orla e observe as canoas de totora, espécie de capim seco extremamente resistente, utilizadas ainda hoje pelos pescadores locais. No fim do dia, coma um autêntico ceviche. Delicioso! No Peru, todos sabem que este prato só é encontrado na sua melhor forma bem ao norte e no litoral. Sem falar no preço, que é uma pechincha!

Sobre Arequipa, com o tempo que você tem, é necessário fazer uma escolha logo de cara. Priorizar o tour mais conhecido por lá, o Cañon del Colca, em detrimento de explorar a cidade em si, ou se dedicar a cidade, que é bem charmosa, mas pular o passeio do Colca. Essa escolha consciente evita a frustração de achar que é possível cumprir as duas tarefas com a mesma dedicação.

Na primeira alternativa, escolha o passeio de dois dias ao Colca, pernoitando uma noite em Chivay. Fazer tudo no mesmo dia é insano e extremamente cansativo. Na agência, quando estiver fechando o tour, escolha um hotel BEM BACANA (nunca será uma fortuna), afastado do centro, que te proporcione um bom visual da região do Colca.

No caminho de ida, você verá vulcões e centenas de llamas, e provará o chá de coca, pois os efeitos da altitude não tardam a serem percebidos.

Chegando em Chivay, durante a tarde, normalmente é oferecido um banho termal por cerca de 10 soles. O visual do lugar, a céu aberto, é bonito, mas o banho em si… bem… digamos… farofento rs…. Então veja se ficar no hotel (por isso indico que escolha um bom) não é mais jogo 😉  À noite, espere por um jantar turistão-temático com shows de música e dança da região. Sente o clima 😉

No dia seguinte, bem cedo, é hora de embarcar rumo ao Mirador de la Cruz del Cóndor, com algumas paradas lindas para tirar fotos e “interagir com a cultura local”. Eu, pessoalmente, tenho ressalvas a tratar locais como atração turística, pagar para tirar foto com uma criança e um filhote de  llama e ir embora 5 segundos depois… mas a maioria das pessoas adora e acha divertido. Bom, chegando ao Mirador, garanta um lugar privilegiado e cruze os dedos. Ver os condores é também uma questão de sorte, embora entre maio e setembro seja quase garantido. Se eles aparecerem, o espetáculo é certeiro. Como não temos a oportunidade de vê-los em terras brasileiras, é mais um motivo para justificar este passeio.

Na volta, a maioria dos tours para em pueblitos graciosos, onde é possível visitar algumas igrejas e ver artesanatos do Colca. O passeio termina, em Arequipa, cerca de 7 da noite. Para não perder tempo, deixe pré-agendado uma reserva em um dos restaurantes incríveis da cidade. Eu recomendo fortemente o Chicha, do chef Gastón Acurio, que fica quase em frente ao Monastério de Catalina.

No dia seguinte, antes de voltar a Lima (marque esta passagem apenas para o fim do dia), explore a cidade desde cedo, afinal trata-se de um Patrimônio Cultural da Humanidade, segundo a UNESCO, e as principais atrações estão bem próximas umas das outras.

Entre os pontos altos, estão a Catedral, bem no centro da Plaza de Armas, A igreja de La Compañia, o Museu Santuários Andinos, que expõe artefatos e objetos incas, incluindo o corpo congelado de Juanita, e o imperdível Monastério de Santa Catalina, fundado em 1580, que vale a visita no fim de tarde, onde a luz natural deixa o ocre e laranja desta cidade em miniatura ainda mais bonitos.

Bom, no final das contas, mais do que indicar um dos dois lugares, preferi te dar um panorama de cada uma das cidades, tão belas quanto diferentes entre si. Espero que minha contribuição possa te aproximar mais da sua intuição e do seu objetivo ao fazer essa viagem. Bom passeio e desejo que volte cheia de boas recordações e dicas para compartilhar conosco!”.

Na prática

Destino escolhido, mãos à obra pra colocar sua viagem em prática!

Essa parte, que costuma ser mais burocrática e pé no chão, deve ser avaliada com atenção. Pra fazer tudo acontecer de acordo com suas expectativas, sugiro que você leve em consideração estes quatros aspectos: TEMPO, ESTAÇÃO DO ANO, COMPANHIA e VERBA.

Vamos a eles:

TEMPO – Desconfie de viagens que pareçam maratonas. Pense que você vai viver o bastante para conhecer com calma seus destinos favoritos e que passar por eles correndo necessariamente irá minimizar o charme e a experiência pretendidos.

ESTAÇÃO DO ANO – Diante do período que você planeja e pode viajar, veja se será verão ou  inverno. E quão rigoroso pode ser o inverno em Toronto ou o verão no Tocantins, por exemplo.

COMPANHIA – Viajar só é uma delícia. Se você evita fazer isso apenas por medo, vergonha, etc quebre esse tabu HOJE 😀  Se o seu momento de vida é de busca, descoberta e reflexão, aconselho fortemente essa opção. Se, por outro lado, você quer se divertir e compartilhar momentos com pessoas próximas, pense bem e viaje com quem estiver no mesmo pique que você.

VERBA – Qual o tamanho do seu sonho? E da sua verba? Quase sempre é possível conciliá-los fazendo pequenos ajustes e concessões e – o mais importante – mantendo o essencial para que sua viajem seja super prazerosa. Coloque tudo em uma tabela no Excel com uma certa “margem de erro”, que pode ser de 10 a 20% sobre o total de gastos estimado. Pesquise opções de hospedagem, sonde na sua rede de contatos se alguém pode te hospedar ou indicar um hotel com bom custo benefício, vire a internet de ponta cabeça atrás das melhores tarifas, consulte as possibilidades de parcelamento no cartão. Só não vale esquecer que uma hora a conta chega e esse momento de glória pode virar uma terrível dor de cabeça se sua empolgação for maior que o seu planejamento.

Após todas essas etapas, tenho certeza que você estará muito próxima de realizar uma viagem de sucesso, com o seu jeito e a sua cara!

Destino

O destino de uma viagem não é apenas a localização geográfica que escolhemos para passar um determinado período de tempo. É muito mais, é destino no seu sentido mais puro e, talvez, mais místico. É lá, em algum ponto do mapa, que estarão pessoas e paisagens que transformarão sua vida.

Destinos. Aprendi a escolher os meus com o coração. Embora acredite que o destino em si é que acaba nos escolhendo, nos magnetizando para aquela experiência, de alguma forma.

Mesmo assim, acredito na importância de um certo método para auxiliar nessa tarefa que pode ser tão prazerosa quanto angustiante. Esse “método” nada mais é do que se conectar com os seus mais profundos desejos e emoções.

Separe lápis-de-cor, papel sulfite e um Atlas. Vá para um lugar tranqüilo e confortável. Com calma, de olhos fechados e respirando fundo, se permita construir mentalmente um panorama do seu atual momento de vida. Pense nisso por alguns minutos e deixe que essas imagens fluam, sem julgamentos.

Agora, liste sentimentos e estados de espírito que você esteja buscando (paz, alegria, amor, equilíbrio, etc). Disponha essas palavras, do modo como preferir, na folha em branco e, em seguida, com lápis de cor ou canetinha, faça desenhos (abstratos ou não) inspirados pelo o que você anotou.

Guiada por esse desenho, olhe o mapa mundi do seu atlas. Do mapa maior, siga para os mais detalhados, como os de continentes e países. Pense livremente, sem censura, sobre os lugares que te inspiram de alguma forma e anote o que encontrar de mais instigante, organizando por ordem de desejo.

Com essa lista em mãos, guarde-a em um lugar acessível, de preferência que você possa dar uma olhada todas as noites, antes de dormir. Passe ao menos uma semana pesquisando e refletindo sobre os roteiros escolhidos. Naturalmente, um deles irá prevalecer.

Experimente e depois me diga se funcionou.

Besitos

LA CHICA

Vai que vai !

No Buquebus, voltando de Colonia del Sacramento

Pegue sua mala, mochila, passaporte, passagem e… vá em frente! Vai dar tudo certo! Aliás, já deu.

A simples iniciativa de escolher o destino com o coração e mais um tanto de intuição já faz da próxima viagem uma experiência única e incrível.

Nesse processo, como viajante convicta desde sempre, quero te ajudar com sugestões e dicas para que você possa desfrutar ao máximo de cada canto do mundo.

É um blog de viagens, mas também de histórias de uma garota  modificada por estas viagens. Se interessou? O espaço está aberto para  sermos inspiradas pela nossa troca de idéias. Vamos nessa?