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Palermo – Por que eu saí do centro para me hospedar lá.

Palermo – Por que eu saí do centro para me hospedar lá.                  Nas primeiras vezes que fui a Buenos Aires fiquei no centro. A hospedagem por lá, além de farta, é a mais anunciada nas agências e sites especializados. E claro que ficar na Av. de Mayo ou na Calle Paraguay, me deu a sensação positiva de que eu estava com vários cartões postais ao alcance de uma singela caminhada.

Calma Chicha, Papelera Palermo e Divina Bolívia: Um pouco do bairro que me conquistou.

No entanto, desde que conheci Palermo, sempre lamentei não ter conseguido dedicar tempo suficiente a esse bairro charmoso, com pessoas, espaços e ruas com as quais rapidamente me identifiquei. Eis que dessa vez resolvi me aventurar por lá e foi , sem dúvida, uma ótima decisão!

Como mais um estímulo para buscar novos ares na cidade, sou do tipo de viajante que adora caminhar, sem contar que Buenos Aires tem taxi barato, além do metrô que cobre boa parte da minha zona de interesse. 

Eco Pampa: a arte de “viajar barato para viajar mais” com direito a alfajor no café-da-manhã.

Mas voltemos a Palermo. O bairro abrange as sub-áreas Palermo Chico, Palermo Viejo, Palermo Soho, Palermo Hollywood e Las Cañitas. Eu escolhi a vertente “Soho” e, como meu  lema é viajar barato para viajar mais, procurei um hostel bacana na região. Minhas pesquisas me levaram ao Eco Pampa Hostel, uma simpática casa verde limão na bem localizada Guatemala, 4778.

A poucas quadras do metrô Plaza Itália, da Av. Santa Fé e de todo o burburinho de bares e restaurantes, o hostel tem uma decoração vintage bem legal no hall principal, wi-fi, café da manhã completo com direito a alfajores e tudo que eu esperava por 25 reais a noite em uma quarto coletivo com mais 5 garotas – todas viajando sozinhas e felizes (orgulho!).

Evita, Carol (amiga linda que mora em Buenos) e eu na galeria Hollywood in Cambodia.

Além de tudo isso, eu ainda estava do lado:

– Da sempre graciosa Papelera Palermo, que agora está em novo endereço na Cabrera, 5227.

– Da galeria de street art Hollywood in Cambodia , que fica bem atrás do Post Bar na Thames, 1885.

– Do genial El Preferido. Com petiscos incríveis, a casa antigona tem pinta de  armazém descolado na Jorge Luis Borges, 2108.

– Da Helena Resto Bar, na Nicaragua, 4816. Um lugar acolhedor que, além de cappuccino, tostadas e afins traz no cardápio uma salada de salmão, queijo brie e abacate, ainda mais sensacional se acompanhada por uma limonada fresquinha com hortelã.

– Da Divina Bolívia. A loja tem toda uma pegada moderna e traz roupas e objetos originais e  inspiradores na Costa Rica, 4672.

– Da Tienda Palacio. Na Honduras, 5272, você encontra milhares de objetos-desejo, de almofadas a toucas de banho, com um design esperto, divertido e colorido para sua casa.

– Da Calma Chicha . Essa loja, um tanto quanto intrigante, vende dados, bolas de sinuca, pufes de couro, dinossauros de brinquedo e cortinas de box de banheiro, tudo fabricado na argentina. Quer entender melhor? Só indo na Honduras, 4909.

Adorei explorar outra área de Buenos Aires e, na próxima vez, pretendo seguir me afastando do centro e me aproximando do lifestyle portenho que combina mais comigo. No meu moleskine vermelho, onde faço uma espécie de wish list, já estou com o endereço do Hotel Querido, que fica em Villa Crespo e tem entre seus proprietários a Mariana, uma brasileira que escreve no simpático My Villa Crespo . Tá vendo como Bs. As. sempre te dá mais motivos para voltar?

>>> Como albergues em Buenos Aires são muito buscados por viajantes independentes, muitos deles de primeira viagem, indico acessar o Hostelworld para buscar mais opções não só em Palermo Soho, mas em toda a cidade. Neste site, as hospedagens são avaliadas pelos itens aparência, segurança, localização, equipe, diversão e limpeza. Também é possível ver os serviços oferecidos (como café da manhã incluso, toalhas de banho, existência de lockers…), fotos, mapa e indicações para você chegar ao albergue e, o mais importante, resenhas recentes com a opinião de quem se hospedou por lá.

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O que trazer de lembrança de Buenos Aires sendo original e gastando pouco

O que trazer de lembrança de Buenos Aires sendo original e gastando pouco

Alfajores e doce de leite da Havanna. Estatuetas, canecas e imãs de geladeira com casais dançando tango. Bolsinhas e porta níqueis com a bandeira da Argentina. Cashemere e chalinas. Invariavelmente um desses itens estará na sua mala na volta de Buenos Aires.

Claro que estes souvernirs são bem-vindos, alguns até pela sua aura kitsch e divertida, mas eles não vão exatamente surpreender seus parentes e amigos, especialmente aqueles que já estiveram na cidade. Para estes casos, focando na idéia regalito, ou seja, pequenas lembrancinhas com preços até 25 reais, eu aderi a essas 6 idéias nesta minha última viagem:

Alfajores Jorgito: Estão entre os mais populares entre os locais e são realmente muito gostosos. Você encontra por uns 8 pesos no supermercado em embalagens fofas retrô, tipo “lanche” das crianças. Vem com 6 unidades, nos sabores chocolate, doce de leite, mousse e frutas.

Mostarda Savora: Recebi a encomenda de trazê-la e fiquei curiosa para provar. Achei uma delícia! E o melhor: é super baratinha, tipo 5 pesos, mas mil vezes mais gostosa do que aquela que você compraria por 2 reais no Brasil. Essa é para fazer uma graça com seu amigo que começou a se aventurar na cozinha ou para você colocar na batatinha frita aqui no Brasil e lembrar da viagem!

Shampoo, condicionador e tratamentos capilares TRESemme: Diz a Catarina, minha amiga que adora cosméticos, que é qualidade de Kerastase a preço de Seda. Exageros à parte, eu usei uma vez e realmente curti o resultado. As embalagens de 250ml custam em torno de 10 pesos e você encontra em qualquer farmácia. Pechincha!

Bloquinho da Papelera Palermo – A papelaria mais charmosa de Buenos Aires tem opções de bloquinhos feitos com papéis artesanais e estampas próprias. Por cerca de 20 pesos, é um presente pra lá de simpático para aquele seu amigo de bom gosto que já tem tudo. Fica a dica, agora em novo endereço na Calle Cabrera, 5227.

Outros livros do Quino– Digo outros porque, no Brasil, ele é conhecido quase que exclusivamente pela genial “Mafalda”. Estas outras obras, embora menos celebradas, são igualmente brilhantes, mantém a mesma verve política e são ainda mais legais de ler no seu idioma original. Algumas delas, editadas pela De La Flor, são “Que presente impresentable”, “Potentes, Prepotentes e Impotentes”, “Si, Cariño” e “Quinoterapia”. Vá na famosíssima livraria El Ateneo, da Av. Santa Fé, e garanta seu exemplar por 34 pesos.

Livros do Liniers – Um dos meus cartunistas prediletos, ao lado de Bill Watterson , criador do Calvin e Haroldo. As tirinhas da série Macanudo, que trazem vários personagens de um universo fantasioso, são publicadas há quase uma década no La Nación, jornal de maior circulação na Argentina e há algum tempo por aqui na Folha de S. Paulo. Seu humor é sutil, quase melancólico. No seu último livro, lançado há duas semanas na Argentina, Liniers pediu que a capa dos 5 mil primeiros exemplares viessem em branco para serem ilustradas manualmente. Esse regalo eu queria (assim, muito) para mim! O “Macanudo#2”, livro que eu comprei desta vez , custou 44 pesos na livraria El Ateneo.

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