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Santo André, meu achado de verão no sul da Bahia.

Tranquilidade absoluta em plena véspera de Reveillon: minha idéia de paraíso!

Badejo assado na folha de bananeira com farofa de coco, cuscuz marroquino e tagliatelle al dente com camarão. Hum… tudo estava incrível e renderia uma longa ceia, se não fosse o relógio lembrando que eram 5 pra meia-noite. Mais alguns tic-tacs e todos foram tomados pela euforia de correr pra praia com uma taça na mão.

5, 4, 3, 2, 1! Um show de fogos coloridos explodiu sobre a minha cabeça. Eram centenas deles e estavam incrivelmente perto. Foi lindo, realmente lindo. E assim começou meu 2012, na praia de Santo André, sul da Bahia.

Sobre Santo André

Meninos brincam no rio João de Tiba/ Canoa, bici e coqueiros na beira mar.

Santo André surgiu no meu roteiro de Reveillon aos 45 do segundo tempo. No dia 13 de dezembro, me peguei pensando em possíveis destinos e lembrei das três vezes que estive na Bahia, todas inesquecíveis. Concluí que não podia, e nem deveria, passar outros 8 anos longe. Era hora de matar a saudade!

Chegando a Santo André me surpreendi. Como pode um lugar tão próximo a Porto Seguro, notoriamente terra do axé music e das festas de formatura, ser essa calmaria toda? Apurando entre os moradores, soube que nos últimos anos a praia esteve mais cheia em função da festa de música eletrônica “Dolce Vitta”, mas que nesse verão o agito havia migrado de vez para a vizinha Trancoso, a prima “hype$$$” de Santo André, por assim dizer.

“Sorte a minha”, pensei. “Agora é só me dedicar à fina arte do dolce far niente“. E me dediquei com afinco. Foram 8 dias de havaianas no pé e água de coco na mão. Na mala, só biquinis, vestidos e filtro solar. Mais que isso, é exagero.

Maria Farinha dá as boas-vindas

Mas o fato é que Santo André tem pouco mais de 500 habitantes e se mantém relativamente no anonimato. O belo local tem a rara tranqüilidade de uma vila de pescadores, somada à forte influência da cultura estrangeira.  São alemães, italianos, argentinos, portugueses que foram chegando, se apaixonando e, por isso, ficando.

O lance é que na Bahia esse tipo de mistura dá pé. Tem arroz arbóreo, tomate pelatti e azeite de primeira dividindo espaço com suco de graviola no mini mercadinho. E tem molho pesto feito de caroço de jaca na mesa do Marcello, italiano dono da casa em que fiquei hospedada. Bom demais!

Santo André – Modo de fazer

Casa que alugamos do Marcello, que vive na ponte aérea Milão-Bahia com sua família.

Está precisando de férias onde seu principal compromisso seja ir da rede pro mar e do mar pra rede? Então tome nota:

– Compre passagem para Porto Seguro, que fica a 1h45 de vôo de São Paulo. Gol, TAM e Azul operam essa rota.

– Do aeroporto de Porto Seguro, pegue um taxi que percorrerá 42 km até Santa Cruz da Cabrália, onde pega-se uma balsa que dura 10 minutos. Esse traslado custará entre R$ 120 e 150.

Onde se hospedar: Eu e uma turma de amigos alugamos a casa do Marcello. Veja detalhes do imóvel aqui. Outras sugestões são as pousadas Araticum, Gaili e Ponta de Santo André.

O que fazer: Durante o dia, a boa é caminhar na praia. Tanto o lado direito, que dá no rio João de Tiba, quanto o esquerdo, onde há piscinas naturais, são passeios bem agradáveis.

Para conhecer as proximidades, um lugar bacana é Belmonte, onde belos casarões coloniais remetem à prosperidade do cacau vivida na Bahia no final do século 19.  Outra sugestão é alugar uma bicicleta e explorar as praias vizinhas, como Santo Antônio e Guaiú.

Passeios de barco, aulas de kite e windsurf completam o cardápio de opções para os mais aventureiros.

Santana’s e Varanda: culinária italiana em Santo André.

Onde comer/ sair: À noite os turistas  saem da toca e se encontram nos restaurantes. Boas dicas são a pizza ultra artesanal do Varanda,  o calzone do Santana’s, o dourado do Flordecita e a comida regional do Gaivota e do Almescla.

Na alta temporada, vale conferir os shows de música que acontecem no jardim do Mata Encantada, a programação cultural, o cenário charmoso e os drinques do Casapraia (experimente o mojito!) ou o forró do Cabana Nativa.

O que comprar: Para lembranças bacanas e autênticas, visite o Atelier Leila Tassis e conheça os produtos de papelaria feitos da fibra de bananeira. No mesmo local, Rui Costa mostra suas luminárias esculpidas em troncos de árvore. Na pizzaria Varanda, não deixe de ver as cúpulas pintadas à mão em tecido. Outra artesã que merece ser prestigiada é a Leide, do Jóias da Floresta. Suas bijuterias, criadas a partir de sementes da região, são lindas e super criativas.

Fique de olho >>>

– Na baixa temporada, Santo André fica quase deserta. Se quiser se enturmar e ter serviços por perto, fique no Costa Brasilis, único resort da região.

– Fique atento ao troco. Mais por falta de atenção do que por má fé, na maioria das vezes tive problemas com a conta nos mercados, restaurantes e lojas.

– Apesar do clima despretensioso da vila, os restaurantes não são nenhuma pechincha. Espere gastar em torno de R$35 em um prato e uma bebida não alcóolica.

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