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Buenos Aires pela primeira vez. O que visitar em 3 dias?

Buenos Aires pela primeira vez. O que visitar em 3 dias?

Verdade seja dita: na primeira vez que conhecemos uma cidade,  por mais ou menos “turistão” que a gente seja, dá vontade de ver de perto aqueles pontos turísticos clássicos para, porque não, tirar uma foto para a posteridade!

Apesar do meu perfil ser um pouco mais slow traveller, dedicando um tempo para simplesmente se deixar levar pela cidade, confesso que entendo essa vontade e claro que também já garanti minha foto em frente a Casa Rosada.

Foto "turistona-mas-tem-que-ter" na Casa Rosada

Por isso, acredito ser útil sugerir um roteiro para quem vai a Buenos pela primeira vez e quer ver um pouco de tudo. Vamos supor então que você tenha três dias inteiros para conhecer a cidade, uma média comum entre os brasileiros.

PRIMEIRO DIA – Entenda o espírito portenho logo de cara!

Fachada da Catedral Metropolitana de Buenos Aires.

Vá à Praça de Mayo, palco das mais importantes manifestações históricas do país. Lá é possível ver a Casa Rosada (existem visitas guiadas), o Cabildo e a Catedral.

Ainda na região, caminhe até a Praça do Congresso e a Av. de Mayo, com sua arquitetura européia marcante, e aproveite para tomar café no celebrado Tortoni, programa  mais que obrigatório!

Na parte da tarde, explore o internacionalmente famoso Teatro Colón. Inaugurado em 1908, a casa por onde já passaram talentos do porte de Caruso, Pavarotti e Maria Callas foi recém-reformada e pode ser conferida em seu belo interior em tours guiados que acontecem entre as 09h00 e 15h45, diariamente.

Puente de la Mujer em Puerto Madero

À noite, a pedida é Puerto Madero. Provavelmente, você vai ouvir mais português do que espanhol, mas vale conferir de perto o projeto de revitalização desta área portuária, caminhar pelos antigos armazéns, tomar um helado na famosa sorveteria Freddo e desembolsar um pouco mais em um jantar por essas bandas.

SEGUNDO DIA –  Já pode ir para a Calle Florida? Jáááá!!!

Calle Florida – Compras em meio a faixas e protestos pra ficar mais animado!

Apesar de ser uma zona muvucada, que mescla lojas famosas das Galerias Pacífico com outras super populares, artigos de couro com bijuteria, artistas de rua com ambulantes e até alguns protestos ocasionais, como aconteceu comigo nesta última vez, taí uma região a-ma-da pelos brasileiros!

Em parte, credito isso a realização do aguardado momento “compras em Buenos Aires”, mas  em geral  acho válido sim ir pelo menos uma vez para tirar suas próprias conclusões. Só fique esperto com produtos de qualidade duvidosa e atento a sua bolsa e carteira, pois turistas são alvo fácil na região. Mas não é nada que você já não faça em qualquer grande cidade aqui no Brasil.

Obelisco, bem no meio da Av. 9 de Julio, “la mas ancha del mundo”

Ali perto está a Av. Corrientes. Chamada de “Broadway” portenha, ela abriga os principais teatros da cidade, além de inúmeras livrarias, que são uma forte característica de Bs. As. No cruzamento com a Av. 9 de Julho, a avenida mais larga do mundo, você irá “ticar” mais um cartão postal: o Obelisco.

A tarde vá para a Recoleta, bairro nobre de Buenos, com belas ruas arborizadas. Por lá estão o Cemitério da Recoleta, com a célebre tumba da Evita, a Floralis Genérica, aquela gigante flor prateada, o Jardim Japonês e o Museu Nacional de Bellas Artes.

MALBA – Onde está o “nosso” Abaporu!

Falando em museu, eu, se fosse você, seguiria em direção a Palermo e guardaria um tempinho para visitar o Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (MALBA). Lá, você verá de perto o  brasuca “Abaporu”, da Tarsila do Amaral, além de obras do Di Cavalcanti, Helio Oiticica , Ligia Clark, Fernando Botero, Diego Rivera, Frida Kahlo, entre outros.

Ainda em Palermo (que valeu um post à parte aqui), por uma questão de tempo opte pelo o que for mais sua cara: um passeio ao Jardim Botânico, que fica ao lado do zoológico, ou às lojas super bacanas de design, roupas e sapatos, que podem terminar com um jantar ou um cappuccino em um dos charmosos cafés do bairro, como o Rio Café ou o café-livraria Oceano. Essa última opção, sem dúvida, seria minha escolha!

TERCEIRO DIA – Tango!

O ideal é que você possa organizar sua viagem para que esse dia caia no domingo.

Tradição: Sai domingo entra domingo e este casal baila seu tango na Plaza Dorrego, entretendo os passantes de San Telmo.

Comece pela agradabilíssima Feira de San Telmo que só ocorre nesse dia da semana e merece ser visitada sempre, independente de quantas vezes você for à cidade. Vá para lá de manhã, quando a Plaza Dorrego está mais vazia e é possível percorrer com calma as tendas com antigüidades e ver os shows de tango como o da foto acima, que acontece na calçada, bem na nossa frente.

Patins de gelo, roda de bicicleta e um lustre. Te animas?

Se perca pelos antiquários e galpões do bairro que guardam verdadeiras preciosidades. A foto acima é de uma das minhas lojas preferidas e fica na maior galeria de San Telmo, que mescla antiguidades com açougues e bancas de verduras!

Composição de cores dos cortiços de zinco do Caminito

Na parte da tarde,  garanta mais uma foto clássica no seu álbum de viagem indo ao Caminito, no bairro La Boca. Conhecida pelas casas de madeira e zinco coloridas, construídas pelos imigrantes europeus que chegaram à Bs. As. no final do século XIX, a região também abriga a Bombonera, estádio do celebrado time de futebol Boca Juniors.

Por lá, a boa é sentar em algum dos vários botecos, pedir uma Quilmes, beliscar uma empanada e se divertir com o movimentos dos artistas de rua. Olho vivo: assim como a Calle Florida, redobre a atenção com seus pertences.

Em 2009, o show do La Ventana fechou super bem a viagem das três gerações de mulheres da família. Com direito a prosseco e tudo!

Para fechar o roteiro e o dia, nada como escutar um bom tango de Gardel, ao vivo!  A cidade tem shows para todos os gostos, públicos e bolsos. Para um concerto mais intimista, a partir de 90 pesos, confira a agenda do Café Tortoni; uma experiência diferenciada e envolvente, você encontra por 800 pesos no Rojo Tango, que fica no moderno Hotel Faena; para um “clichezão” (o equivalente a levar gringo em escola de samba: tem sua graça, mas clichezaço), vá ao Señor Tango, desde 170 pesos; e para um clichê mais suave, com mais charme e menos “circo”, recomendo o La Ventana, a partir de 280 pesos. Fui com minha mãe e avó e nos divertimos bastante!

Agora, se quiser ouvir musica típica e (bônus!)  estar e dançar entre os locais, recomendo o tour pelas milongas, organizado pela Cultura Cercana. Outra dica é checar se a Orquestra Típica Fernandez Fierro está em cartaz para conferir a  mescla de artistas jovens com o tango de raiz.

Bom, é isso. Em três dias dá pra ver o basicão. A cidade pede pelo menos uma semaninha para ser desfrutada. Mas sabe o que eu gosto de pensar? Que a vida irá me proporcionar vários retornos aos meus lugares mais queridos. É com otimismo que se viaja!

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Tours em Buenos Aires para fugir do basicão.

Tours em Buenos Aires para fugir do basicão.                                  Sempre fui a teimosa partidária do movimento “conheça a cidade sem pedir ajuda”. Costumava viajar apenas com um mapinha e achava para os “fracos” contratar tours. Até o dia em que percebi que isso era uma grande besteira! O lance é saber quais são os passeios bacanas organizados por agências,  aqueles que tem a sua cara e vão, seguramente, elevar a qualidade da viagem em 1000%.

Tour pelas ruas de Bueno Aires organizado pela graffitimundo.

O mais legal é que hoje em dia existem tours segmentados e customizados, ao invés daquele pesadelo que é um guia gritando que você tem exatos 5 minutos pra conhecer um local e voltar correndo para a van, sabe?

Esses tours ainda tem a vantagem de te aproximar de pessoas que compartilham dos mesmos interesses que você, uma ótima idéia também pra quem viaja sozinho, como geralmente é o meu caso 🙂

Assim sendo, além do passeio pelas milongas, já citado aqui, seguem quatro sugestões temáticas para você considerar em Buenos Aires.

“Yo amo a mi bici.” Um stencil entre os milhares da cidade.

Grafitti Street Art Tour – A arte de rua é parte da identidade de Bs.As., criando  contraste com a tradicional arquitetura européia. O stencil, espécie de fôrma onde se aplica o spray, é a expressão mais notada nos muros e calçadas. Com motivos políticos, futebolísticos, divulgando bandas ou outros serviços, é quase impossível caminhar uma quadra sem notar ao menos um deles. Para saber mais sobre o estilo de street art da cidade, entre em contato com os caras do grafittimundo e percorra a cidade com eles por 90 pesos.

Azul e amarelo, as cores do Boca Juniors.  Ilustração: http://www.bocajuniors.com.ar

Football Experience – A avassaladora paixão dos argentinos pelo futebol pode ser sentida na sua plenitude em um clássico entre Boca Juniors e River Plate. O preço desse tour, que inclui um guia, entrada para o jogo e transporte, acompanha o tamanho da emoção,  variando de 800 a 1600 pesos para a próxima partida entre os clubes, em 15 de maio. Ver um destes times jogar contra rivais menos festejados é mais econômico e sai  por volta de 400 pesos. Confira mais informações em For Rent Argentina.

Tour da Bicicleta Naranja. Conhecer a cidade, interagir com outras pessoas e ainda se exercitar. Tá tudo no pacote!

Buenos Aires Bike Tour – Conhecer a cidade de bici é um passeio bem recomendado, já que as ruas são planas e o trânsito, comparado a outras cidades da América do Sul, organizado. Não existem muitas ciclovias, mas o guia te levará às rotas mais seguras. Opte por explorar os bairros da Recoleta e Palermo por USD36,00 ou percorrer a hermosa periferia da cidade entre o Tigre e San Isidro por USD40,00 na Bike Tours. A La Bicicleta Naranja também te leva para 4 roteiros diferentes por 145 pesos. São eles: al sur, al norte, aristocrático e lagos y bosques. Veja mais no site.

Vista aérea do Palacio Barolo.

Arquitetura de Buenos Aires – Devido à grande leva de imigrantes espanhóis e italianos que recebeu, a cidade é um mix super rico de diversas influências arquitetônicas. Do estilo colonial ao contemporâneo, passando pela art-nouveau e art-decó, há muito a ser visto. O Palácio Barolo, construído em 1922, homenageia a Divina Comédia, de Dante. E este é apenas um dos exemplos a serem conferidos.  Os tours, ao preço de USD92,00, podem ser agendados neste site a partir de duas pessoas.

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Delta Del Tigre x Colônia Del Sacramento – Qual programa escolher com 1 dia livre em Buenos Aires?

Delta Del Tigre x Colônia Del Sacramento – Qual programa escolher com 1 dia livre em Buenos Aires?                                                               Já passei três noites em Colônia curtindo as praias de rio com amigos no alto verão, já fui lá no estilo bate-volta com minha família e super funcionou também. Nessa última viagem, passei um delicioso sábado de sol em uma das belas casas do Tigre, alugada por amigos argentinos, mas também já fiz uma vez o passeio tradicional de trem e barco.

Em todas as ocasiões, gostei bastante dos dois programas e acredito que sejam pausas muito recomendadas para quem quer escapar do ritmo corrido de uma grande cidade como Buenos Aires. E o melhor, é super fácil agilizar essas duas mini-trips por conta própria.

No verão,  indico fortemente Colônia Del Sacramento, que fica no Uruguai, mas pode ser acessada facilmente via Buquebus ou Colonia Express, barcos que atravessam o Rio da Prata, desde Puerto Madero, em cerca de 1 hora.

Minhas duas visitas a Colônia: Na Calle D-Los Suspiros, em 2009, e na árvore de frente para o Rio da Prata no verão de 2005.

A cidade, que é a mais antiga do país, tem uma adorável atmosfera colonial, com ruas de pedra ao estilo Paraty. O centro histórico, que foi declarado patrimônio da humanidade pela UNESCO, está bem preservado e guarda bons restaurantes e cafés (experimente o charmoso 1717 Fine Arts), além de uma vista linda para o Rio da Prata, mirante, igrejas, museus e lojinhas de artesanato.

Carro-vaso no meio do centro histórico e o detalhe das hortênsias que colorem a cidade.

Se o dia estiver quente, pegue um taxi ou alugue uma bici e vá até a praia (de rio, claro) Ferrando, que fica bem perto do centro. O local começa a encher de jovens lá pelo fim da tarde, quando eles costumam bebericar o tradicional mate ou uma Patrícia, a famosa cerveja uruguaia.

Já com temperaturas de amenas para frias, mas com tempo aberto, vá ao Delta del Tigre, tomando o Tren de la Costa, na estação Maipu. Para ser 100% sincera, não morro de amores pelo passeio turístico do Delta em si, onde se vêem bonitas casas de veraneio. Para mim, o que de fato vale (e muito) a pena, é o passeio de trem, que percorre a simpática periferia de Buenos Aires e tem nove paradas  para você descer e explorar como quiser.

Tortas, alfajores e chás no Bike & Coffee. Foto do blog http://www.feelslikechocolate.com.br

Minha dica, na verdade uma intimação, é parar na estação Barrancas e tomar um delicioso café com alfajor artesanal na “Bike & Coffee”, lanchonete lindinha que fica bem de frente para a linha do trem. Tem todo um charme argentino-europeu a ser conferido por lá 😉

Sábado de sol que passei no Tigre nessa graciosa casa alugada por amigos.

Já no Delta, os passeios saem a todo instante mais comumente em catamarãs. Se quiser ter autonomia, pegue um taxi aquático que pode te levar para almoçar em algum dos restaurantes locais.

Coloque na balança qual passeio é mais seu perfil e um dia, se puder, sugiro que inclua ambos no seu roteiro!

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Compras, compritchas e o que realmente vale a pena em Buenos Aires

Compras e o que realmente vale a pena em Buenos Aires.

O câmbio favorável e as irresistíveis comprinhas em Buenos Aires.

Buenos Aires pode ser um paraíso para torrar la plata, mas pode ser também uma cilada. Quer um exemplo? Em São Paulo você consegue comer “ok” no almoço por 35 reais, mas por lá até os botecos te cobram mais que 35 pesos e dificilmente você gasta menos que 70 pilas.

Claro que, com o câmbio favorável como nunca, continua valendo (e muito!) a pena comer e gastar por lá, mas não adianta achar que você está arrasando com 400 pesos no bolso porque não é bem assim rs… Dito isso, constatada também a inflação crescente na Argentina e tudo mais, vambora ver algumas boas barganhas que você pode encontrar (sem contar a Las Pepas e a Isadora que tem posts à parte).

 Sylvia y MarioPrecisando presentear sua mãe, sua amiga ou seu avô com aquela clássica jaqueta de couro ou blusa de cashemere? Eu também já estive nessa situação e meu melhor achado foi a Sylvia y Mario. Eles são fabricantes, tem peças femininas e masculinas e a loja ainda é bacaninha e espaçosa. Eles ficam na M.T. de Alvear, 550, uma travessa no comecinho da Florida. Ah, pague com efectivo (grana) e barganhe mais 10% de desconto. Tenho blusas ótimas de cashemere com seda que saíram por 120 pesos.

Welcome Marroquineria – Sei que a Casa Lopez lidera as indicações, mas ainda na M.T. de Alvear vale dar uma olhada nas bolsas, malas e sapatos de couro da Welcome. Eles tem modelos tradicionais, mas também artigos mais modernos e coloridos. A qualidade do couro é incrível, assim como o preço. Tenho uma bolsa de couro grande caramelo, daquelas lindas e atemporais, que saiu por cerca de 520 pesos.

FalabellaNão sei qual é a minha, mas piro em lojas de departamento que acho que perderiam metade da graça se tivessem no Brasil. Parece que tem um gostinho especial ir a H&M na Europa, né? Na América do Sul, tenho esse apego pela loja feminina da Falabella. Além de olhar o setor gigante de cosméticos, adoro percorrer as araras de moda jovem e encontrar achados como um sobretudo de lã azul, com forro de estrelinhas, por 240 pesos (menos de 100 reais!!!). Vai lá: Calle Florida, 202.

Complot – Não é das lojas mais baratinhas, mas vale a visita! Tem a cara da garota portenha moderna e é lá que eu vou quando quero me sentir dentro do espírito da cidade. Em geral, se prepare para vários tipos de legging e, neste inverno, a grande tendência são os casacos de lã pra lá de maxi. Tudo parece que você pegou do seu avô, mas com muito estilo hahahahaha. Comprei um desses mega casacões de tricô por 340 pesos e saí de lá feliz da vida. Mais lojas de moda jovem pra ficar de olho: Materia, Ayres, Vitamina e Cuesta Blanca.

HavannaHit dos hits. Mesmo que já tenha desembarcado por nossas bandas e mesmo que, ao menos na minha opinião, existam alfajores melhores, tradição é tradição! Por lá, as guloseimas custam metade do que aqui e podem ser achadas com facilidade em todos os cantos da cidade. Tabela rápida de preços do alfajor: unidade 5 pesos, caixa com 6, 12 e 24 alfajores, 27, 52 e 100 pesos respectivamente.

M.A.C. ProA loja completona da rede de maquiagens canadense pode ser encontrada na entrada das Galerias Pacífico. Apesar do preço do Freeshop ser sempre MUITO melhor (atenção para a incrível loja em Ezeiza), aqui você pode encontrar algumas linhas e produtos que não são vendidos nos aeroportos. Foi o caso da minha amada base “Face and Body”.  Ela vem em uma bisnaga de 120ml que dura uma eternidade e, no Brasil, custa 147 reais diante dos 260 pesos (R$108) da loja em Buenos Aires. Atenção: nos Free Shops do Aeroparque não tem M.A.C.

Dermocosméticos – Ah, o fetiche que eu tenho pelos dermocosméticos! Aqueles produtos incríveis, hipoalergênicos e ultra funcionais, que vão do creme anti-celulite  à shampoos super específicos e eficientes. Sem falar nas águas termais, um pequenos luxo que todos deveriam adotar! Em Buenos, o preço faz com que seja impossível sair da Farmacity sem um desses produtos. Delicie-se nas prateleiras da Avène, La Roche Posay e Vichy!

Lacoste– A marca, que agrada demais aos brasileiros, é um dos locais mais movimentados das Galerias Pacífico. Se quiser um pouco mais de paz, vá às duas outras  lojas da grife espalhadas pela Calle Florida e fuja da fila dos provadores. Eu, que só sou freguesa da Lacoste nas camisas sociais femininas, sondei que estavam por 379 pesos. Por aqui, certamente custam mais do que 150 reais.

>>> Ah, sobre os festejados outlets, nunca consegui (para ser honesta também não tive vontade) dedicar alguns dias para explorá-los. Sei que são muitos e que podem render bons descontos. Se você quiser se arriscar nessa aventura, consulte o compilado de sugestões do site Oh Buenos Aires.

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O que trazer de lembrança de Buenos Aires sendo original e gastando pouco

O que trazer de lembrança de Buenos Aires sendo original e gastando pouco

Alfajores e doce de leite da Havanna. Estatuetas, canecas e imãs de geladeira com casais dançando tango. Bolsinhas e porta níqueis com a bandeira da Argentina. Cashemere e chalinas. Invariavelmente um desses itens estará na sua mala na volta de Buenos Aires.

Claro que estes souvernirs são bem-vindos, alguns até pela sua aura kitsch e divertida, mas eles não vão exatamente surpreender seus parentes e amigos, especialmente aqueles que já estiveram na cidade. Para estes casos, focando na idéia regalito, ou seja, pequenas lembrancinhas com preços até 25 reais, eu aderi a essas 6 idéias nesta minha última viagem:

Alfajores Jorgito: Estão entre os mais populares entre os locais e são realmente muito gostosos. Você encontra por uns 8 pesos no supermercado em embalagens fofas retrô, tipo “lanche” das crianças. Vem com 6 unidades, nos sabores chocolate, doce de leite, mousse e frutas.

Mostarda Savora: Recebi a encomenda de trazê-la e fiquei curiosa para provar. Achei uma delícia! E o melhor: é super baratinha, tipo 5 pesos, mas mil vezes mais gostosa do que aquela que você compraria por 2 reais no Brasil. Essa é para fazer uma graça com seu amigo que começou a se aventurar na cozinha ou para você colocar na batatinha frita aqui no Brasil e lembrar da viagem!

Shampoo, condicionador e tratamentos capilares TRESemme: Diz a Catarina, minha amiga que adora cosméticos, que é qualidade de Kerastase a preço de Seda. Exageros à parte, eu usei uma vez e realmente curti o resultado. As embalagens de 250ml custam em torno de 10 pesos e você encontra em qualquer farmácia. Pechincha!

Bloquinho da Papelera Palermo – A papelaria mais charmosa de Buenos Aires tem opções de bloquinhos feitos com papéis artesanais e estampas próprias. Por cerca de 20 pesos, é um presente pra lá de simpático para aquele seu amigo de bom gosto que já tem tudo. Fica a dica, agora em novo endereço na Calle Cabrera, 5227.

Outros livros do Quino– Digo outros porque, no Brasil, ele é conhecido quase que exclusivamente pela genial “Mafalda”. Estas outras obras, embora menos celebradas, são igualmente brilhantes, mantém a mesma verve política e são ainda mais legais de ler no seu idioma original. Algumas delas, editadas pela De La Flor, são “Que presente impresentable”, “Potentes, Prepotentes e Impotentes”, “Si, Cariño” e “Quinoterapia”. Vá na famosíssima livraria El Ateneo, da Av. Santa Fé, e garanta seu exemplar por 34 pesos.

Livros do Liniers – Um dos meus cartunistas prediletos, ao lado de Bill Watterson , criador do Calvin e Haroldo. As tirinhas da série Macanudo, que trazem vários personagens de um universo fantasioso, são publicadas há quase uma década no La Nación, jornal de maior circulação na Argentina e há algum tempo por aqui na Folha de S. Paulo. Seu humor é sutil, quase melancólico. No seu último livro, lançado há duas semanas na Argentina, Liniers pediu que a capa dos 5 mil primeiros exemplares viessem em branco para serem ilustradas manualmente. Esse regalo eu queria (assim, muito) para mim! O “Macanudo#2”, livro que eu comprei desta vez , custou 44 pesos na livraria El Ateneo.

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Argentina além de Buenos Aires.

Argentina além de Buenos Aires.

Na lista: Glaciar Perito Moreno, Cataratas do Iguaçu, montanhas em Salta, vinícola em Mendoza e praia em Bariloche.

Buenos Aires é também um ótimo ponto de partida para outros destinos interessantíssimos na Argentina, como Colônia del Sacramento e Delta del Tigre, sobre os quais já escrevi nesse post. Aqui, mais alguns lugares sobre os quais estou pensando em ir na minha próxima viagem ao país. Atualmente, eles estão na seguinte ordem de interesse:

* * * * * PATAGÔNIA – A paisagem rara dos glaciares, em especial o Perito Moreno, localizado na cidade de El Calafate, está no topo da minha lista de desejos há tempos! O impacto dos blocos de gelo gigantes, de mais de 60 metros, caindo na água diante do silêncio absoluto do local me inspiram a tirar a mochila do armário agora mesmo!

* * * * CATARATAS DO IGUAÇU – É uma das novas 7 maravilhas da natureza e contempla mais de 250 quedas d’água que compõem um visual estonteante. Destino conhecidos de 10 entre 10 gringos que vem para a América do Sul, já está mais do que na hora de ser devidamente valorizado e visitado pelos brasileiros.

* * * SALTA E JUJUY  – Taí um destino quase desconhecido entre os brasileiros, mas que é hit entre mochileiros europeus. As duas províncias, que ficam no noroeste argentino, combinam arquitetura colonial, passeios a cavalo, belas montanhas coloridas, culinária crioula e todas as tradições dos Aymaras, povo pré-inca que povoou a região.

* * * MENDOZA – Quase na fronteira do Chile, é aqui que são produzidos alguns dos melhores vinhos da Argentina. Nesse roteiro, é obrigatório explorar as vinícolas e suas imperdíveis degustações. Talvez eu ainda combinasse esse programa com um trekking leve pelos Andes.

* * BARILOCHE (no verão) – Posso estar muito enganada e adoro quando me provam o contrário… mas o que me tira o pique de ir curtir a neve por lá é que a cidade, também conhecida como Brasiloche, fica apinhada de adolescentes brasucas no inverno comemorando antecipadamente a formatura.  Me pergunto: Será que vale a investida? Nesses último dias, fiquei sabendo que a cidade guarda boas surpresas no verão, com as águas cristalinas das lagoas da região que se transformam em praias bem legais. Prometo testar e escrever depois aqui.

>>> Para ter uma idéia de preço e me inspirar nos roteiros, dei uma olhada no site da agência de turismo argentina Say Hueque. Ainda não experimentei o serviço deles, mas já ouvi vários elogios de viajantes independentes. Se alguém testar algum dos pacotes deles, depois me conta como foi a experiência?

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Palermo Soho querido

Eco Pampa Hostel - Palermo Soho (Ca Estoy)
Ahorita em Palermo Soho. Desayuno con medialunas, mantequilla y dulce de leche. Pra que mais, né? Em breve, novos posts fresquinhos aqui da Argentina.
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