Qual o nível de conforto na trilha inca?

Qual o nível de conforto na trilha inca?                                                  Taí uma pergunta que serve como “processo seletivo” para os candidatos a essa aventura. Que a trilha inca é roots todo mundo sabe, mas quão roots é a pergunta que muitos se fazem.

O acampamento. A experiência é que é 5 estrelas.

O lance, nu e cru, é o seguinte:

–       Os banheiros, preocupação de 10 entre 10 meninas, são encontrados apenas nos acampamentos-base onde paramos para comer ou dormir. Espere encontrar um vaso e, se tanto, uma pia. Ou seja, não tem papel higiênico, sabonete, etc. Eles não são limpos, aliás estão beeem longe disso. Também não rola banho até o final do terceiro dia. É abstrair ou sofrer. Eu abstraí 😉

–   À noite faz frio e dormir em sleeping bag tem suas limitações de espaço e conforto.

–       Os mosquitos serão muitos no último dia! E eles podem ser cruéis. Por isso, não vacile: repelente em 100% do corpo!

–    Quanto a alimentação, não vai ter aquela comida que você ama, daquela marca que você adora e com o tempero da sua avó. Abra seu paladar para a culinária andina ou deixe a mochila mais pesada levando alimentos do seu gosto.

Mas também não é nenhum Deus nos acuda. Você não tem que fazer sua própria comida, nem montar e desmontar sua barraca. Quem é fera em acampamento selvagem vai achar até fácil demais!!

A verdade é que se você puder encarar esses “poréns”, saiba que a trilha retribuirá algumas dessas ciladas com lições de companheirismo, superação de limites e auto-conhecimento. Passei por alguns apertos, mas passaria feliz tudo de novo !!!

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A trilha inca é segura?
Trilha inca clássica e Salkantay. Preciso reservar ou posso comprar em Cusco?
 Viagem à Machu Picchu: Por que eu fiz a trilha inca.

 

 

Como se preparar fisicamente para a trilha inca?

Como se preparar fisicamente para a trilha inca?                                   O bacana da trilha é que vi pessoas de 15 a 65 anos fazendo o percurso numa boa. Fiquei encantada com famílias e grupos de amigos aposentados curtindo a vida juntos. No entanto, o que garante o sucesso da viagem é ir devidamente preparado, para evitar surpresas desagradáveis.

Prepare-se: caminhadas, água, folha de coca e gel energético para encarar a trilha.

Por isso, seguem aqui algumas dicas do La Chica de Mochila:

– Super impotante: faça um check up médico. Fiz todos os exames cardiovasculares, como teste ergométrico, eletro e ecocardiograma, além de uma radiografia do pulmão e um hemograma. Até em dentista eu fui, pois dor de dente nas montanhas seria uma tortura.

– Peça ao seu médico indicação de remédios contra febre, dor de cabeça, indisposição estomacal, etc. Caso você tome algum medicamento específico, lembre-se de levá-lo em quantidade suficiente.

– Tome a vacina de febre amarela com antecedência de 10 dias da viagem e peça o certificado internacional, que poderá ser solicitado na sua volta ao Brasil. Vacina para hepatite e tétano também são recomendadas.

– Pesquise bem e contrate um seguro saúde de viagem que tenha uma ampla cobertura e boa reputação no mercado.

– Se você não tem o hábito de fazer exercícios, aconselho incluir caminhadas na sua rotina. Eu entrei em uma academia 4 meses antes e conversei com os instrutores sobre o melhor treino para adquirir um bom condicionamento físico nesse período.

– Para o corpo se acostumar à mudança brusca de altitude, recomendo passar pelo menos duas noites em Cusco, que fica a 3.300 metros de altitude. Escolha um hotel confortável, faça refeições e passeios leves e evite álcool. Isso ajuda a não sentir o soroche, como são chamados por lá os enjôos, tonturas e dores de cabeça decorrentes dos efeitos da altitude.

Na trilha:

– Faça uma série de alongamento no começo e final de cada dia de caminhada.

– Respeite seu ritmo. Aquela máxima de devagar e sempre é um conselho valioso.

– Não esqueça de se hidratar regularmente. Às vezes, quando está frio, nos esquecemos de beber água.

– Masque folhas de coca. O produto, que é legalizado no país, tem usos medicinais e ritualísticos enraizados na cultura peruana.  Sua eficácia é total na trilha, pois age como um repositor do fôlego. Ah, não causa nenhum tipo de alucinação ou algo do tipo 🙂

– Leve com você algumas frutas secas, castanhas, barras de cereais e gel energético. Esses alimentos servirão para te dar pique no decorrer da trilha.

Tratam-se de cuidados simples com resultados eficientes. Cuide-se e aproveite a trilha sem maiores preocupações!

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Quanto custa a trilha inca?

Quanto custa a trilha inca?                                                                           O pacote da trilha inca clássica, de 4 dias, varia bastante de acordo com a agência. 

Pé na trilha: Compare preços e pacotes antes de fechar o passeio.

Geralmente, o valor inclui: transporte de van até o quilometro 82 da ferrovia Cusco-Quillabamba (onde se inicia o percurso); equipe de apoio com guia, carregadores e infra-estrutura de camping;  refeições para todos os dias na trilha; entrada e visita guiada ao sitio arqueológico de Machu Picchu e trem de retorno a Cusco ou Ollantaytambo.

Por esse serviço  paguei na El Dorado USD 307 dólares no 1o. semestre de 2010.  Hoje, o valor atualizado está em USD330,00, sendo que estudantes com carteirinha internacional da ISIC pagam USD 305,00.

Esta cotação é, sem dúvida, uma das melhores do mercado e o meu relato pessoal com a El Dorado é dos mais positivos. Nas demais agências, o valor médio é de USD500,00, podendo até ultrapassar os USD800,00. Mas além da minha opinião, acho recomendável que se busque o maior número possível de indicações para avaliar com segurança os prós e contras de cada empresa.

De qualquer modo, desconfie de quem cobrar muito menos do que eu paguei, pois isso pode ser sinônimo de má remuneração à equipe o que, além de injusto, reflete na qualidade do serviço.

Para quem quiser contratar um carregador particular para levar a mochila e todos os seus pertences (o que eu não fiz), acrescente cerca de USD90,00.

Nos custos, inclua ainda uma gorjeta de pelo menos 30 soles por pessoa a ser dada em retribuição ao árduo trabalho da equipe durante esses 4 dias. Quem conferir de perto, sentirá que, além de ser uma gentileza, é o mínimo a ser oferecido, apesar de não ser obrigatório.

Também é útil levar pelo menos 30 soles a mais para comprar água e outros produtos de última hora que são vendidos por locais em alguns poucos pontos do caminho.

SALKANTAY

>>> Para quem fizer a trilha alternativa de Salkantay, com duração de 5 dias,  custa a partir de USD285,00, também na El Dorado. Nesse caso, é possível pagar à parte para um cavalo carregar seus pertences. Desembolsando um pouco a mais, você poderá optar por uma categoria superior de hotel na última noite, em Águas Calientes.

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A trilha inca é segura?

A trilha inca é segura?                                                                                    A resposta é sim. Após muitos anos de exploração descontrolada, o governo peruano resolveu tomar algumas medidas que tornaram a trilha inca clássica mais segura.

Direitos dos carregadores também estão dentro da nova regulamentação da trilha inca.

–  Hoje, o trajeto é realizado apenas por  agências ou guias credenciados, que podem ser conferidos no site do Ministério da Cultura peruano. Para evitar que poucas empresas dominem o percurso, cada grupo pode ter no máximo 16 turistas.

– Para manter sua conservação, foi estabelecido um limite de 500 pessoas por dia na trilha, controlado através do número do documento a ser apresentado logo no início por cada um dos viajantes. Essa medida faz com que você precise garantir sua vaga com pelo menos 3 meses de antecedência. 

– Em fevereiro, época de chuvas torrenciais, a trilha fecha para manutenção. O mesmo pode ocorrer, sem prévio aviso, caso o governo detecte riscos eminentes de âmbito ecológico ou mesmo político.

Entre 19h30 e 05h30 da manhã é proibido circular na trilha. Isso evita que grupos mais aventureiros acabem se perdendo e passando apuros.

– As agências são obrigadas a levar uma maleta de primeiros socorros e também um rádio a ser usado para fazer contato com as bases em casos de emergência.

–  Caso você se machuque até a metade do caminho, a orientação geral é para que o grupo inteiro retorne ao começo da trilha, onde há transporte para Cusco. A partir do segundo dia, a equipe de apoio da agência te dará o atendimento básico emergencial e te levará no colo ou em uma maca até o povoado mais próximo de Águas Calientes.

– Armas e drogas estão expressamente proibidas na trilha inca.

– No meio do trajeto, existem alguns postos de controle. Eles servem não só para checar o bom andamento dos grupos, mas também para pesar as mochilas dos carregadores, que podem ter no máximo 25 kilos. No passado, estes trabalhadores eram explorados, chegando a transportar  50 kilos nas costas.

– Também é importante pedir indicações a quem já foi e pesquisar a reputação das empresas na internet. Eu fechei com a El Dorado, que é brasileira e tem um escritório parceiro em Cusco, chamado Kintu Expedition. Lá, fui muito bem atendida e pude tirar todas as minhas dúvidas.

De qualquer modo, é importante ter em mente que trata-se de uma verdadeira aventura, que naturalmente implica em correr riscos. Você estará sempre enfrentando grandes altitudes, longe de posto médico e com meios de comunicação limitados. Por isso, cerque-se de todos os cuidados que possam garantir o êxito dessa experiência.
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>>> Em breve, publicarei um post especial com dicas de como se preparar fisicamente para a trilha inca. Continue acompanhando o blog 🙂  UPDATE: Tá aqui o post!

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Trilha inca clássica e Salkantay. Preciso reservar ou posso comprar em Cusco?

Trilha inca clássica e Salkantay. É preciso reservar ou posso comprar em Cusco?                                                                                                    Essa questão é primordial, uma vez que a trilha inca clássica que eu fiz, de 4 dias, é muito concorrida e deve ser reservada, via agência de turismo credenciada, com antecedência mínima de 3 meses. Cheque datas disponíveis, clicando no menu “consultas”, aqui.

Trilha inca clássica e Salkantay. Diferenças no percurso e no tempo de reserva para fazer o trajeto. (Foto Salkantay: http://www.trilhainca.com.br)

Contudo, existem trilhas alternativas. Dentre estas, Salkantay é a mais conhecida. Cada dia mais famosa, é recomendável reservá-la pelo menos com 1 mês de antecedência. Pode ser que você consiga se encaixar em um grupo diretamente em Cusco, mas talvez não nas melhores agências e nem na data desejada.

A trilha dura tradicionalmente 5 dias. Nesse percurso, é possível optar por dormir em acampamentos ou pousadas, os chamados lodges, de acordo com o pacote oferecido por cada agência.  A última noite costuma ser em um hotel em Águas Calientes.

As mochilas podem ser carregadas por mulas ou cavalos, o que não ocorre na trilha clássica, onde apenas humanos conseguem transpor as escadas incas.

Conversei com trilheiros que fizeram Salkantay e a maioria deu ótimas referências no quesito variedade e beleza das paisagens, que vão de montanhas nevadas à florestas tropicais. Por outro lado, é necessário excelente preparo físico para completar uma jornada longa, com altitudes que chegam a superar os 4.600 metros. Em junho e julho, as temperaturas caem drasticamente, exigindo equipamentos adequados.

>>> Há ainda uma trilha inca mais curta, de 2 dias, que não precisa de reserva antecipada. É ideal para quem quer experienciar parte da trilha original, incluindo as ruínas de Wiñay Wayna e Intipunku, o portal do sol. Boa opção também para quem tem pouco tempo ou não está muito em forma, pois além do trajeto ser mais curto, as altitudes enfrentadas são bem mais baixas.

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Viagem à Machu Picchu: Por que eu fiz a trilha inca.

Viagem à Machu Picchu: Por que eu fiz a trilha inca.                            Eu já havia ouvido falar muito da trilha inca e achava simplesmente que não era para mim. Aos 25 anos, nunca tinha acampado propriamente, tinha certa aflição de passar 4 dias sem tomar banho e duvidada da minha capacidade de andar não sei quantos quilômetros sob sol, chuva ou frio intensos. 

Trilha inca – E não é que era pra mim?

Por outro lado, não estava muito feliz dormindo no meu quarto em São Paulo, com um edredom ótimo e usando carro para me locomover sem cansar os pés.  É… quando nossa zona de conforto fica grande também é sinal de que nosso mundo está ficando pequeno.

Nessas horas, com o perdão dos possíveis clichês, não há remédio melhor do que se propor a viver. São aqueles momentos em que a gente só leva o essencial na mala e na cabeça e se dá um passe livre para experimentar o mundo que existe além da nossa rotina. E foi assim que me apaixonei pela idéia de viajar sozinha por 9 semanas pela América do Sul, coroando esse momento com a trilha inca clássica.

Catedral de Cusco

Após meses de pesquisa e preparação, lá estava eu pedindo saúde e proteção na belíssima Catedral de Cusco, que fica na Praça de Armas da cidade. Não sou católica, mas rezei com fé e a minha maneira.

Já na manhã seguinte, às 06h15, fui a primeira a entrar na van da Kintu Expeditions. Quando os outros integrantes do grupo foram chegando, não demorei a perceber que, para minha sorte, boa parte da experiência seria composta pelo relacionamento com aquelas pessoas.

Emma, Matt, Fabiana, Glauber, eu e Kazu. Companhia querida na trilha inca.

E assim foi. Com Glauber e Fabiana, de Brasília, aprendi a admirar a cumplicidade de um casal. Percebi que fazer a trilha era mais um dos vários  objetivos em comum que os uniam felizes há 15 anos. Além disso, assim como eu, eles tinham o ritmo “devagar e sempre”, o que nos permitiu compartilhar conversas longas das mais distintas, de orquídeas à planos para viagens futuras.

Com Matt e Emma, um casal jovem de australianos, tive uma lição de simpatia, parceria e, sobretudo, confiança. Ela havia pedido demissão para repensar a vida. Ele havia reprogramado as finanças para viabilizar o sonho da noiva, que viajaria sozinha por 5 meses pela América do Sul. Há 2 meses, recebi com alegria o convite de casamento deles!

E ainda havia Kazu, japonês, de Osaka, que surpreendeu a todos com seu pique e disposição para interagir apesar das barreiras lingüísticas e culturais. Ele havia chegado em Cusco após um vôo longo e cansativo, com a mala extraviada, sem dormir e com o fuso totalmente trocado. Ainda assim, no mesmo dia, emendou corajosamente o percurso. Sem falar na disciplina e prontidão extremas!

Quanto a equipe, Hernán, nosso guia, respondia com ânimo às milhares de perguntas que fazíamos. Também não há como esquecer da gentileza dos carregadores que, além de fazerem um trabalho muito duro, nos acordavam todas as manhãs com uma caneca de chá de coca fumegante para aplacar o frio. E ainda havia o cozinheiro que preparava uma comida energética e saborosa, apesar das circunstâncias adversas.

Carregadores na trilha rumo ao pico da montanha Warmiwañusca. Superação aos 4.200 metros de altitude.

Há ainda muitas outras pessoas, com as quais cruzei por alguns instantes, mas que através de um sorriso ou de uma palavra de incentivo me transformaram positivamente. Guardo na lembrança o momento em que, no segundo dia, enfrentei quase 9km de subida ininterrupta para atingir o pico da montanha Warmiwañusca, a 4.200 metros de altitude. Depois de horas de caminhada, avistei algumas dezenas de pessoas que estavam lá em cima, no ponto mais alto, esperando para aplaudir e parabenizar aqueles que, ofegantes e quase sem ânimo, completavam o trajeto.

São momentos pequenos compartilhados com muitas pessoas que nunca mais verei, mas por isso mesmo tão especiais. Por essas razões, e por muito mais, incentivo todos a participarem dessa experiência.

Vasculhe essa série de posts que eu preparei para o La Chica de Mochila. Se inspire, vá e depois me conte suas impressões!

>>> Como ir: Para chegar a Machu Picchu, você precisa pegar um vôo com destino a Lima. São 5 horas partindo de São Paulo e algumas das companias que te levam são LAN, TAM e TACA. A partir de Lima, você fará uma escala ou conexão e seguirá por mais 1h15 rumo a Cusco. De ônibus, o trajeto Lima-Cusco pode ser feito pela Cruz Del Sur, mas leva 21 horas! De Cusco, os viajantes seguem para Machu Picchu de trem ou por meio de alguma das trilhas.

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Machu Picchu: Conheça um dos destinos mais lindos e intrigantes do mundo.

Tudo sobre Machu Picchu!                                                                          Eis que um dia, em uma conversa casual, da onde saem as melhores idéias, uma amiga me tira por completo a vontade de fazer um terceiro mochilão às principais capitais da Europa. Seu argumento era simples e direto: Por que conhecer um lugar que há décadas permanece relativamente igual, sendo que existem tantos outros a ponto de sumirem do mapa ou mudarem completamente?

O que ela queria dizer, a grosso modo, era que Paris sempre estaria ali com suas pontes, luzes e igrejas lindas, enquanto alguns povoados preciosos do Peru mudavam social, política e economicamente tão rápido que corremos o risco de nos depararmos com um cenário tão globalizado quanto vazio de origens dentro de poucos anos.

Além do mais, eu sabia como escrever Eiffel, Notre Dame e Buckingham, mas naquele momento não tinha idéia da grafia correta de Machu Picchu (Matchu Pitchu, Macchu Pichu, Machu Pichu???). Chega, eu precisava  de um banho de latinidade já!

Movida por essa certeza, fui ficando cada vez mais fascinada com a cultura dos nossos vizinhos sul-americanos e, em especial, com Machu Picchu. Afinal, o lugar é:

–       Símbolo do império inca que, junto aos maias e astecas, é uma das maiores e mais importantes civilizações da América pré-colombiana.

–      Um fascinante centro religioso, político e administrativo que ficou mais de 5 séculos coberto pela vegetação até ser descoberto, em 1911, pelo pesquisador americano Hiram Bingham.

–       Exemplo da arquitetura e engenharia brilhantes dos incas. As construções, tanto agrícolas quanto religiosas, eram baseadas no encaixe milimetricamente perfeito das pedras.

–       Patrimônio cultural e natural da humanidade, segundo a UNESCO.

–       Uma das sete maravilhas do mundo moderno.

Com essas 5 pistas, logo vi que era preciso não só ir à Machu Picchu, mas também percorrer a trilha inca e descobrir mais sobre a mística que envolvia o lugar! Assim, iniciei uma das jornadas mais surpreendentes da minha vida, que conto mais detalhadamente nos posts que publicarei ao longo da semana. Serão dois novos posts por dia. Acompanhe:

Viagem à Machu Picchu: Por que eu fiz a trilha inca. 
Trilha inca clássica e Salkantay. Preciso reservar ou posso comprar em Cusco?
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Como é a alimentação na trilha inca? 
La Chica de Mochila ensina como ir de trem à Machu Picchu
 Onde comprar entrada para Machu Picchu, validade e preço do ticket. 
Águas Calientes: onde ficar e comer na cidade base para quem vai a Machu Picchu. 
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Táxi, Metrô ou ônibus – escolha seu meio de transporte em Buenos Aires

Táxi, Metrô ou ônibus – escolha seu meio de transporte em Buenos Aires                                                                                                            Após a série de posts sobre Buenos Aires, que você vê aqui, O La Chica de Mochila recebeu algumas perguntas referentes aos melhores meios de transporte na cidade.

Táxi, metrô e ônibus – escolha como circular em Buenos Aires.

Minha primeira opção é sempre caminhar, pois acredito ser a melhor maneira de encontrar locais inusitados, que muitas vezes ficam fora dos guias e acabam se tornando deliciosas descobertas pessoais. Ainda assim, acho útil se informar sobre outras possibilidades para dias em que estamos cansados, quando chove ou mesmo para quem não é tão fã de bater perna. Vamos lá:

TAXI – É o melhor método para quem tem medo de se perder na cidade. Você não fica 5 segundos sem avistar um dos carros amarelos e pretos, disponíveis 24 horas por dia. E o preço da corrida, que deve ser marcado no taxímetro, é super convidativo se comparado às principais capitais brasileiras.

Circulando pelo centro e proximidades, espere gastar cerca de 15 a 20 pesos. Para bairros mais afastados, como La Boca, onde fica o Caminito, calcule por volta de 35 pesos. À noite, os valores ficam ligeiramente mais caros, pois há cobrança de bandeira 2.

Quanto à confiabilidade dos taxistas portenhos, nunca tive problemas. No entanto, acho uma boa pagar com notas baixas, para evitar troco com dinheiro falso. Também recomendo falar seu destino com firmeza, mencionando um ponto de referência certeiro. Isso evita que o motorista opte por um trajeto mais longo.

METRÔ –  Chamado de subte, é uma ótima pedida para quem quer economizar e não se perder. Basta decorar o caminho do metrô mais próximo do hotel para se locomover tranquilamente pela cidade, que tem 5 linhas com 80 estações, muitas delas próximas a pontos turísticos. Além disso, é bacana se misturar a rotina dos moradores, vê-los lendo seus jornais antes de ir ao trabalho e sacar seus modos e costumes.

Ponto alto do subte: Além de ser o meio mais rápido, custa geniais 1,10 pesos (cerca de 0,50 centavos de real). Para evitar filas,  compre bilhetes de 2, 5 e 10 viagens, embora o valor de 1,10 por passagem seja mantido nesse cálculo.

Ponto baixo: assim como nos metrôs do Brasil, os vagões ficam muito cheios na hora do rush, que deve ser evitada pelo viajante que foge de apertos.

Abaixo, o mapa do metrô de Buenos Aires para você ir se familiarizando. Para mais informações, como horário de funcionamento e frequência dos trens, acesse este site.

Mapa do metrô de Buenos Aires – opção barata e prática para o turista.

ÔNIBUS – Conhecido como colectivo, é recomendado para o turista mais descolado, que se vira em espanhol ou é cara de pau no portunhol, como a maioria dos brasileiros. O legal dessa opção é que você vai conhecendo a cidade durante o trajeto, o que não ocorre no metrô. Igualmente econômico, o valor da viagem depende do seu ponto final, mas deve variar entre 1,10 e 1,25 pesos.

Atenção: Não há cobrador. Assim que entrar, você deve depositar em uma máquina o valor informado pelo motorista sempre em moedas. Se houver troco, aguarde. Em seguida, você receberá um comprovante  que deve ser apresentado em caso de fiscalização.

Se animou? Então dá uma olhada nesse post que traz uma sugestão de roteiro para quem tem 3 dias para explorar Buenos Aires.

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Buenos Aires: Por que a capital portenha é sempre uma ótima pedida!                                                                                                            LA CHICA DE MOCHILA passou a última semana em Buenos Aires !

Como este é um dos destinos preferidos dos brasileiros no exterior, aproveitei para fazer um compilado de dicas para quem vai a cidade pela primeira, segunda, terceira vez… Enfim: pra quem, como eu, descobriu porque a capital da Argentina é sempre uma excelente pedida!

Dá uma olhada na lista de novos posts . Percorra os tópicos e, se tiver mais dúvidas, conta comigo para te ajudar!

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Por que fazer as malas e ir agora?

Por que fazer as malas e ir agora?                                                              Se você ainda não foi, se foi e ficou com um gostinho de quero mais, se anime: o câmbio nunca esteve tão favorável e as passagens e hospedagens são um convite irresistível para visitar nossos hermanos.

Eu paguei incríveis USD 176 mais taxas por um vôo direto ida e volta, partindo de São Paulo, pela LAN. Ou seja, por R$ 400 pilas lá estava eu indo pela terceira vez a Buenos Aires, desta vez para visitar minha querida amiga Carol Sciotti, que está morando com o Dante, seu igualmente querido namorado argentino.

Mas além do preço camarada, que te faz tirar a mala do armário e começar a sonhar com dulce de leche e alfajores, Buenos Aires tem aquele gostinho de Europa com o carisma da América Latina a apenas 2h30 de vôo de São Paulo.

Além disso, a cidade ainda te arrebata com um banho de história, cultura, gastronomia, arquitetura e, vá lá que ninguém é de ferro, compras! Todo mundo pronto para partir? Vambora!

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