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Libros del pasaje: uma livraria para conhecer em Buenos Aires

Buenos Aires tem milhares de livrarias. Da imponente El Ateneo, na Av. Santa Fé, até as mais simples concentradas na Av. Corrientes, que guardam relíquias interessantíssimas. Da última vez que visitei a cidade, encontrei uma livraria para chamar de minha, a encantadora Libros del Pasaje. 

Fachada e interior da livraria/ Fotos: site Libros del Pasage

Gosto de fingir para mim mesma quando viajo sozinha. Acredito que sou uma parisiense escolhendo um queijo com propriedade no supermercado, uma holandesa pegando um tram sem chance de errar a parada em Amsterdam, uma peruana tomando sol em Mâncora como se minhas férias de verão sempre tivessem sido ali  e por aí vai.

No mês passado, lá estava eu vivendo minha personagem argentina. Ela poderia chamar Micaela, Valentina ou Agustina  e, ocasionalmente, se viu em em frente a uma charmosa livraria chamada Libros del Pasaje.

Entrei e me senti totalmente à vontade percorrendo com os olhos as estantes recheadas de livros coloridos.Peguei Cuentos Completos, do Cortazár. Folheei e fui parando em algumas palavras que adoro em espanhol como zapatillas y sueño. 

Como não resisto a um cantinho com cheiro de café, sentei em uma das mesas, pedi um expresso e prometi voltar com meu notebook para aproveitar o wi-fi em um lugar tão intimista, bacana e inspirador. Viagem vai, viagem vem… não voltei.

Mas da próxima vez, não me escapa! Se você, assim como eu, gosta de se misturar com a essência e a rotina da cidade, vai lá: Calle Thames, 1762- Palermo Soho. Funciona de segunda a sábado das 10h00 às 22h00 e aos domingos e feriados das 14h00 às 21h00.

Para quem viaja com crianças, a livraria sempre tem uma programação cultural bem interessante. Confere no site: www.librosdelpasaje.com.ar

Um pouco mais da história deles, aqui:

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Táxi, Metrô ou ônibus – escolha seu meio de transporte em Buenos Aires

Táxi, Metrô ou ônibus – escolha seu meio de transporte em Buenos Aires                                                                                                            Após a série de posts sobre Buenos Aires, que você vê aqui, O La Chica de Mochila recebeu algumas perguntas referentes aos melhores meios de transporte na cidade.

Táxi, metrô e ônibus – escolha como circular em Buenos Aires.

Minha primeira opção é sempre caminhar, pois acredito ser a melhor maneira de encontrar locais inusitados, que muitas vezes ficam fora dos guias e acabam se tornando deliciosas descobertas pessoais. Ainda assim, acho útil se informar sobre outras possibilidades para dias em que estamos cansados, quando chove ou mesmo para quem não é tão fã de bater perna. Vamos lá:

TAXI - É o melhor método para quem tem medo de se perder na cidade. Você não fica 5 segundos sem avistar um dos carros amarelos e pretos, disponíveis 24 horas por dia. E o preço da corrida, que deve ser marcado no taxímetro, é super convidativo se comparado às principais capitais brasileiras.

Circulando pelo centro e proximidades, espere gastar cerca de 15 a 20 pesos. Para bairros mais afastados, como La Boca, onde fica o Caminito, calcule por volta de 35 pesos. À noite, os valores ficam ligeiramente mais caros, pois há cobrança de bandeira 2.

Quanto à confiabilidade dos taxistas portenhos, nunca tive problemas. No entanto, acho uma boa pagar com notas baixas, para evitar troco com dinheiro falso. Também recomendo falar seu destino com firmeza, mencionando um ponto de referência certeiro. Isso evita que o motorista opte por um trajeto mais longo.

METRÔ -  Chamado de subte, é uma ótima pedida para quem quer economizar e não se perder. Basta decorar o caminho do metrô mais próximo do hotel para se locomover tranquilamente pela cidade, que tem 5 linhas com 80 estações, muitas delas próximas a pontos turísticos. Além disso, é bacana se misturar a rotina dos moradores, vê-los lendo seus jornais antes de ir ao trabalho e sacar seus modos e costumes.

Ponto alto do subte: Além de ser o meio mais rápido, custa geniais 1,10 pesos (cerca de 0,50 centavos de real). Para evitar filas,  compre bilhetes de 2, 5 e 10 viagens, embora o valor de 1,10 por passagem seja mantido nesse cálculo.

Ponto baixo: assim como nos metrôs do Brasil, os vagões ficam muito cheios na hora do rush, que deve ser evitada pelo viajante que foge de apertos.

Abaixo, o mapa do metrô de Buenos Aires para você ir se familiarizando. Para mais informações, como horário de funcionamento e frequência dos trens, acesse este site.

Mapa do metrô de Buenos Aires – opção barata e prática para o turista.

ÔNIBUS – Conhecido como colectivo, é recomendado para o turista mais descolado, que se vira em espanhol ou é cara de pau no portunhol, como a maioria dos brasileiros. O legal dessa opção é que você vai conhecendo a cidade durante o trajeto, o que não ocorre no metrô. Igualmente econômico, o valor da viagem depende do seu ponto final, mas deve variar entre 1,10 e 1,25 pesos.

Atenção: Não há cobrador. Assim que entrar, você deve depositar em uma máquina o valor informado pelo motorista sempre em moedas. Se houver troco, aguarde. Em seguida, você receberá um comprovante  que deve ser apresentado em caso de fiscalização.

Se animou? Então dá uma olhada nesse post que traz uma sugestão de roteiro para quem tem 3 dias para explorar Buenos Aires.

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Buenos Aires: Por que a capital portenha é sempre uma ótima pedida!                                                                                                            LA CHICA DE MOCHILA passou a última semana em Buenos Aires !

Como este é um dos destinos preferidos dos brasileiros no exterior, aproveitei para fazer um compilado de dicas para quem vai a cidade pela primeira, segunda, terceira vez… Enfim: pra quem, como eu, descobriu porque a capital da Argentina é sempre uma excelente pedida!

Dá uma olhada na lista de novos posts . Percorra os tópicos e, se tiver mais dúvidas, conta comigo para te ajudar!

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(NOVO) Táxi, metrô ou ônibus – escolha seu meio de transporte em Buenos Aires 

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Por que fazer as malas e ir agora?

Por que fazer as malas e ir agora?                                                              Se você ainda não foi, se foi e ficou com um gostinho de quero mais, se anime: o câmbio nunca esteve tão favorável e as passagens e hospedagens são um convite irresistível para visitar nossos hermanos.

Eu paguei incríveis USD 176 mais taxas por um vôo direto ida e volta, partindo de São Paulo, pela LAN. Ou seja, por R$ 400 pilas lá estava eu indo pela terceira vez a Buenos Aires, desta vez para visitar minha querida amiga Carol Sciotti, que está morando com o Dante, seu igualmente querido namorado argentino.

Mas além do preço camarada, que te faz tirar a mala do armário e começar a sonhar com dulce de leche e alfajores, Buenos Aires tem aquele gostinho de Europa com o carisma da América Latina a apenas 2h30 de vôo de São Paulo.

Além disso, a cidade ainda te arrebata com um banho de história, cultura, gastronomia, arquitetura e, vá lá que ninguém é de ferro, compras! Todo mundo pronto para partir? Vambora!

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O que esperar do clima em cada estação do ano em Buenos Aires

O que esperar do clima em cada estação do ano em Buenos Aires.      As estações do ano por lá obedecem ao mesmo ciclo do que o Brasil.

Sol e temperaturas altas no dia em que fui a Floralis Generica, em dezembro de 2009

No verão, espere uma cidade bem quente, com máximas em torno de 30 graus atingidas facilmente em janeiro. Nessa época, pancadas de chuva e até mesmo algumas tempestades ocorrem com facilidade durante o dia. Nesse ano, houve uma chuva tão forte que minha amiga foi atropelada por carpas (!) nadando no meio da rua, por mais surreal que isso possa parecer! Prepare-se também para uma cidade com mais turistas do que locais, já que a maioria dos portenhos sai de férias nesse mês.

Já no inverno faz muito frio, mas não chega a  nevar. Leve casaco e cachecol bem quentinhos e desfrute dos cafés,  teatros, museus e livrarias, pois os programas indoor parecerão uma ótima pedida para o termômetro marcando 11 graus em julho, porém com uma sensação térmica mais baixa, devido a alta umidade.

À parte os extremos (muito calor/ mega frio), meu voto é pela primavera e pelo outono, com o termômetro oscilando entre 14 e 20 graus. Agora, em abril, foi quando peguei o tempo mais agradável, por volta de 18 graus. Os dias foram ensolarados com um certo friozinho que me permitiu curtir o charme da cidade sem ter preguiça de levantar da cama para bater perna. Quem for agora em maio, espere um pouco mais de frio, algo na casa dos 15 oC .

UPDATE: Segue tabela do The Weather Channel com as máximas, mínimas e as médias de temperatura na cidade.

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Temperatura Buenos Aires. Fonte: The Weather Channel.
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Ezeiza ou Aeroparque. Quais as diferenças entre os aeroportos?

Ezeiza ou Aeroparque. Quais as diferenças entre os aeroportos?

VISÃO GERAL

Ezeiza:  Moderno, com o porte condizente ao principal aeroporto do país, opera majoritariamente vôos internacionais. Boa oferta de taxis, lojas, lanchonetes, casas de câmbio e agências de aluguel de automóvel.

Aeroparque Jorge Newbery: Pequeno, mas bem conservado e com boa infra-estrutura básica. Apesar de atender principalmente vôos domésticos, tem recebido muitos vôos do Brasil desde o começo de 2010. Tem cafés, casa de câmbio, etc… mas não espere tanta variedade de serviços. Pegar taxi, por exemplo, exige certo esforço e paciência.

DUTY FREE – Conheço muita gente que se encantou com tudo que viu em Buenos Aires, mas que colocaria no TOP 3 da viagem o enorme e irresistível Duty Free de Ezeiza, sobretudo o da volta.

Entendo a alegria de comprar perfumes e bebidas por 1/3 do que encontramos no Brasil. Afinal, sei que não é fácil lidar com os impostos extorsivos que temos no nosso país. Mas não hesite em comprar aquela tarifa aérea GENIAL só porque o vôo é operado no Aeroparque. Te dou 3 motivos:

  1. O Aeroparque é bem mais próximo do centro (2 km contra 22km de Ezeiza), você chega mais rápido e, logicamente, paga menos pelo taxi. Uma diferença de 40 para 150 pesos, em média, por trecho, para quem vai dos aeroportos ao centro da cidade ou vice-versa.
  2. O Duty Free de lá é bacana também, além de ter os mesmos preços que o de Ezeiza!
  3. Para curtir apenas um frisson de compras, taí Assumpção, no Paraguai. Em Buenos Aires, cultive também outras expectativas que a cidade não vai te decepcionar!

>>> Para mais informações sobre estes aeroportos, incluindo chegadas e saídas dos vôos, acesse Aeropuertos Argentina 2000.

>>> Para consultar preços dos taxis de Ezeiza, clique aqui.

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Palermo – Por que eu saí do centro para me hospedar lá.

Palermo – Por que eu saí do centro para me hospedar lá.                  Nas primeiras vezes que fui a Buenos Aires fiquei no centro. A hospedagem por lá, além de farta, é a mais anunciada nas agências e sites especializados. E claro que ficar na Av. de Mayo ou na Calle Paraguay, me deu a sensação positiva de que eu estava com vários cartões postais ao alcance de uma singela caminhada.

Calma Chicha, Papelera Palermo e Divina Bolívia: Um pouco do bairro que me conquistou.

No entanto, desde que conheci Palermo, sempre lamentei não ter conseguido dedicar tempo suficiente a esse bairro charmoso, com pessoas, espaços e ruas com as quais rapidamente me identifiquei. Eis que dessa vez resolvi me aventurar por lá e foi , sem dúvida, uma ótima decisão!

Como mais um estímulo para buscar novos ares na cidade, sou do tipo de viajante que adora caminhar, sem contar que Buenos Aires tem taxi barato, além do metrô que cobre boa parte da minha zona de interesse. 

Eco Pampa: a arte de “viajar barato para viajar mais” com direito a alfajor no café-da-manhã.

Mas voltemos a Palermo. O bairro abrange as sub-áreas Palermo Chico, Palermo Viejo, Palermo Soho, Palermo Hollywood e Las Cañitas. Eu escolhi a vertente “Soho” e, como meu  lema é viajar barato para viajar mais, procurei um hostel bacana na região. Minhas pesquisas me levaram ao Eco Pampa Hostel, uma simpática casa verde limão na bem localizada Guatemala, 4778.

A poucas quadras do metrô Plaza Itália, da Av. Santa Fé e de todo o burburinho de bares e restaurantes, o hostel tem uma decoração vintage bem legal no hall principal, wi-fi, café da manhã completo com direito a alfajores e tudo que eu esperava por 25 reais a noite em uma quarto coletivo com mais 5 garotas – todas viajando sozinhas e felizes (orgulho!).

Evita, Carol (amiga linda que mora em Buenos) e eu na galeria Hollywood in Cambodia.

Além de tudo isso, eu ainda estava do lado:

- Da sempre graciosa Papelera Palermo, que agora está em novo endereço na Cabrera, 5227.

- Da galeria de street art Hollywood in Cambodia , que fica bem atrás do Post Bar na Thames, 1885.

- Do genial El Preferido. Com petiscos incríveis, a casa antigona tem pinta de  armazém descolado na Jorge Luis Borges, 2108.

- Da Helena Resto Bar, na Nicaragua, 4816. Um lugar acolhedor que, além de cappuccino, tostadas e afins traz no cardápio uma salada de salmão, queijo brie e abacate, ainda mais sensacional se acompanhada por uma limonada fresquinha com hortelã.

- Da Divina Bolívia. A loja tem toda uma pegada moderna e traz roupas e objetos originais e  inspiradores na Costa Rica, 4672.

- Da Tienda Palacio. Na Honduras, 5272, você encontra milhares de objetos-desejo, de almofadas a toucas de banho, com um design esperto, divertido e colorido para sua casa.

- Da Calma Chicha . Essa loja, um tanto quanto intrigante, vende dados, bolas de sinuca, pufes de couro, dinossauros de brinquedo e cortinas de box de banheiro, tudo fabricado na argentina. Quer entender melhor? Só indo na Honduras, 4909.

Adorei explorar outra área de Buenos Aires e, na próxima vez, pretendo seguir me afastando do centro e me aproximando do lifestyle portenho que combina mais comigo. No meu moleskine vermelho, onde faço uma espécie de wish list, já estou com o endereço do Hotel Querido, que fica em Villa Crespo e tem entre seus proprietários a Mariana, uma brasileira que escreve no simpático My Villa Crespo . Tá vendo como Bs. As. sempre te dá mais motivos para voltar?

>>> Como albergues em Buenos Aires são muito buscados por viajantes independentes, muitos deles de primeira viagem, indico acessar o Hostelworld para buscar mais opções não só em Palermo Soho, mas em toda a cidade. Neste site, as hospedagens são avaliadas pelos itens aparência, segurança, localização, equipe, diversão e limpeza. Também é possível ver os serviços oferecidos (como café da manhã incluso, toalhas de banho, existência de lockers…), fotos, mapa e indicações para você chegar ao albergue e, o mais importante, resenhas recentes com a opinião de quem se hospedou por lá.

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Buenos Aires pela primeira vez. O que visitar em 3 dias?

Buenos Aires pela primeira vez. O que visitar em 3 dias?

Verdade seja dita: na primeira vez que conhecemos uma cidade,  por mais ou menos “turistão” que a gente seja, dá vontade de ver de perto aqueles pontos turísticos clássicos para, porque não, tirar uma foto para a posteridade!

Apesar do meu perfil ser um pouco mais slow traveller, dedicando um tempo para simplesmente se deixar levar pela cidade, confesso que entendo essa vontade e claro que também já garanti minha foto em frente a Casa Rosada.

Foto "turistona-mas-tem-que-ter" na Casa Rosada

Por isso, acredito ser útil sugerir um roteiro para quem vai a Buenos pela primeira vez e quer ver um pouco de tudo. Vamos supor então que você tenha três dias inteiros para conhecer a cidade, uma média comum entre os brasileiros.

PRIMEIRO DIA – Entenda o espírito portenho logo de cara!

Fachada da Catedral Metropolitana de Buenos Aires.

Vá à Praça de Mayo, palco das mais importantes manifestações históricas do país. Lá é possível ver a Casa Rosada (existem visitas guiadas), o Cabildo e a Catedral.

Ainda na região, caminhe até a Praça do Congresso e a Av. de Mayo, com sua arquitetura européia marcante, e aproveite para tomar café no celebrado Tortoni, programa  mais que obrigatório!

Na parte da tarde, explore o internacionalmente famoso Teatro Colón. Inaugurado em 1908, a casa por onde já passaram talentos do porte de Caruso, Pavarotti e Maria Callas foi recém-reformada e pode ser conferida em seu belo interior em tours guiados que acontecem entre as 09h00 e 15h45, diariamente.

Puente de la Mujer em Puerto Madero

À noite, a pedida é Puerto Madero. Provavelmente, você vai ouvir mais português do que espanhol, mas vale conferir de perto o projeto de revitalização desta área portuária, caminhar pelos antigos armazéns, tomar um helado na famosa sorveteria Freddo e desembolsar um pouco mais em um jantar por essas bandas.

SEGUNDO DIA –  Já pode ir para a Calle Florida? Jáááá!!!

Calle Florida – Compras em meio a faixas e protestos pra ficar mais animado!

Apesar de ser uma zona muvucada, que mescla lojas famosas das Galerias Pacífico com outras super populares, artigos de couro com bijuteria, artistas de rua com ambulantes e até alguns protestos ocasionais, como aconteceu comigo nesta última vez, taí uma região a-ma-da pelos brasileiros!

Em parte, credito isso a realização do aguardado momento “compras em Buenos Aires”, mas  em geral  acho válido sim ir pelo menos uma vez para tirar suas próprias conclusões. Só fique esperto com produtos de qualidade duvidosa e atento a sua bolsa e carteira, pois turistas são alvo fácil na região. Mas não é nada que você já não faça em qualquer grande cidade aqui no Brasil.

Obelisco, bem no meio da Av. 9 de Julio, “la mas ancha del mundo”

Ali perto está a Av. Corrientes. Chamada de “Broadway” portenha, ela abriga os principais teatros da cidade, além de inúmeras livrarias, que são uma forte característica de Bs. As. No cruzamento com a Av. 9 de Julho, a avenida mais larga do mundo, você irá “ticar” mais um cartão postal: o Obelisco.

A tarde vá para a Recoleta, bairro nobre de Buenos, com belas ruas arborizadas. Por lá estão o Cemitério da Recoleta, com a célebre tumba da Evita, a Floralis Genérica, aquela gigante flor prateada, o Jardim Japonês e o Museu Nacional de Bellas Artes.

MALBA – Onde está o “nosso” Abaporu!

Falando em museu, eu, se fosse você, seguiria em direção a Palermo e guardaria um tempinho para visitar o Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (MALBA). Lá, você verá de perto o  brasuca “Abaporu”, da Tarsila do Amaral, além de obras do Di Cavalcanti, Helio Oiticica , Ligia Clark, Fernando Botero, Diego Rivera, Frida Kahlo, entre outros.

Ainda em Palermo (que valeu um post à parte aqui), por uma questão de tempo opte pelo o que for mais sua cara: um passeio ao Jardim Botânico, que fica ao lado do zoológico, ou às lojas super bacanas de design, roupas e sapatos, que podem terminar com um jantar ou um cappuccino em um dos charmosos cafés do bairro, como o Rio Café ou o café-livraria Oceano. Essa última opção, sem dúvida, seria minha escolha!

TERCEIRO DIA – Tango!

O ideal é que você possa organizar sua viagem para que esse dia caia no domingo.

Tradição: Sai domingo entra domingo e este casal baila seu tango na Plaza Dorrego, entretendo os passantes de San Telmo.

Comece pela agradabilíssima Feira de San Telmo que só ocorre nesse dia da semana e merece ser visitada sempre, independente de quantas vezes você for à cidade. Vá para lá de manhã, quando a Plaza Dorrego está mais vazia e é possível percorrer com calma as tendas com antigüidades e ver os shows de tango como o da foto acima, que acontece na calçada, bem na nossa frente.

Patins de gelo, roda de bicicleta e um lustre. Te animas?

Se perca pelos antiquários e galpões do bairro que guardam verdadeiras preciosidades. A foto acima é de uma das minhas lojas preferidas e fica na maior galeria de San Telmo, que mescla antiguidades com açougues e bancas de verduras!

Composição de cores dos cortiços de zinco do Caminito

Na parte da tarde,  garanta mais uma foto clássica no seu álbum de viagem indo ao Caminito, no bairro La Boca. Conhecida pelas casas de madeira e zinco coloridas, construídas pelos imigrantes europeus que chegaram à Bs. As. no final do século XIX, a região também abriga a Bombonera, estádio do celebrado time de futebol Boca Juniors.

Por lá, a boa é sentar em algum dos vários botecos, pedir uma Quilmes, beliscar uma empanada e se divertir com o movimentos dos artistas de rua. Olho vivo: assim como a Calle Florida, redobre a atenção com seus pertences.

Em 2009, o show do La Ventana fechou super bem a viagem das três gerações de mulheres da família. Com direito a prosseco e tudo!

Para fechar o roteiro e o dia, nada como escutar um bom tango de Gardel, ao vivo!  A cidade tem shows para todos os gostos, públicos e bolsos. Para um concerto mais intimista, a partir de 90 pesos, confira a agenda do Café Tortoni; uma experiência diferenciada e envolvente, você encontra por 800 pesos no Rojo Tango, que fica no moderno Hotel Faena; para um “clichezão” (o equivalente a levar gringo em escola de samba: tem sua graça, mas clichezaço), vá ao Señor Tango, desde 170 pesos; e para um clichê mais suave, com mais charme e menos “circo”, recomendo o La Ventana, a partir de 280 pesos. Fui com minha mãe e avó e nos divertimos bastante!

Agora, se quiser ouvir musica típica e (bônus!)  estar e dançar entre os locais, recomendo o tour pelas milongas, organizado pela Cultura Cercana. Outra dica é checar se a Orquestra Típica Fernandez Fierro está em cartaz para conferir a  mescla de artistas jovens com o tango de raiz.

Bom, é isso. Em três dias dá pra ver o basicão. A cidade pede pelo menos uma semaninha para ser desfrutada. Mas sabe o que eu gosto de pensar? Que a vida irá me proporcionar vários retornos aos meus lugares mais queridos. É com otimismo que se viaja!

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Tours em Buenos Aires para fugir do basicão.                                  Sempre fui a teimosa partidária do movimento “conheça a cidade sem pedir ajuda”. Costumava viajar apenas com um mapinha e achava para os “fracos” contratar tours. Até o dia em que percebi que isso era uma grande besteira! O lance é saber quais são os passeios bacanas organizados por agências,  aqueles que tem a sua cara e vão, seguramente, elevar a qualidade da viagem em 1000%.

Tour pelas ruas de Bueno Aires organizado pela graffitimundo.

O mais legal é que hoje em dia existem tours segmentados e customizados, ao invés daquele pesadelo que é um guia gritando que você tem exatos 5 minutos pra conhecer um local e voltar correndo para a van, sabe?

Esses tours ainda tem a vantagem de te aproximar de pessoas que compartilham dos mesmos interesses que você, uma ótima idéia também pra quem viaja sozinho, como geralmente é o meu caso :)

Assim sendo, além do passeio pelas milongas, já citado aqui, seguem quatro sugestões temáticas para você considerar em Buenos Aires.

“Yo amo a mi bici.” Um stencil entre os milhares da cidade.

Grafitti Street Art Tour – A arte de rua é parte da identidade de Bs.As., criando  contraste com a tradicional arquitetura européia. O stencil, espécie de fôrma onde se aplica o spray, é a expressão mais notada nos muros e calçadas. Com motivos políticos, futebolísticos, divulgando bandas ou outros serviços, é quase impossível caminhar uma quadra sem notar ao menos um deles. Para saber mais sobre o estilo de street art da cidade, entre em contato com os caras do grafittimundo e percorra a cidade com eles por 90 pesos.

Azul e amarelo, as cores do Boca Juniors.  Ilustração: http://www.bocajuniors.com.ar

Football Experience – A avassaladora paixão dos argentinos pelo futebol pode ser sentida na sua plenitude em um clássico entre Boca Juniors e River Plate. O preço desse tour, que inclui um guia, entrada para o jogo e transporte, acompanha o tamanho da emoção,  variando de 800 a 1600 pesos para a próxima partida entre os clubes, em 15 de maio. Ver um destes times jogar contra rivais menos festejados é mais econômico e sai  por volta de 400 pesos. Confira mais informações em For Rent Argentina.

Tour da Bicicleta Naranja. Conhecer a cidade, interagir com outras pessoas e ainda se exercitar. Tá tudo no pacote!

Buenos Aires Bike Tour – Conhecer a cidade de bici é um passeio bem recomendado, já que as ruas são planas e o trânsito, comparado a outras cidades da América do Sul, organizado. Não existem muitas ciclovias, mas o guia te levará às rotas mais seguras. Opte por explorar os bairros da Recoleta e Palermo por USD36,00 ou percorrer a hermosa periferia da cidade entre o Tigre e San Isidro por USD40,00 na Bike Tours. A La Bicicleta Naranja também te leva para 4 roteiros diferentes por 145 pesos. São eles: al sur, al norte, aristocrático e lagos y bosques. Veja mais no site.

Vista aérea do Palacio Barolo.

Arquitetura de Buenos Aires – Devido à grande leva de imigrantes espanhóis e italianos que recebeu, a cidade é um mix super rico de diversas influências arquitetônicas. Do estilo colonial ao contemporâneo, passando pela art-nouveau e art-decó, há muito a ser visto. O Palácio Barolo, construído em 1922, homenageia a Divina Comédia, de Dante. E este é apenas um dos exemplos a serem conferidos.  Os tours, ao preço de USD92,00, podem ser agendados neste site a partir de duas pessoas.

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Delta Del Tigre x Colônia Del Sacramento – Qual programa escolher com 1 dia livre em Buenos Aires?                                                               Já passei três noites em Colônia curtindo as praias de rio com amigos no alto verão, já fui lá no estilo bate-volta com minha família e super funcionou também. Nessa última viagem, passei um delicioso sábado de sol em uma das belas casas do Tigre, alugada por amigos argentinos, mas também já fiz uma vez o passeio tradicional de trem e barco.

Em todas as ocasiões, gostei bastante dos dois programas e acredito que sejam pausas muito recomendadas para quem quer escapar do ritmo corrido de uma grande cidade como Buenos Aires. E o melhor, é super fácil agilizar essas duas mini-trips por conta própria.

No verão,  indico fortemente Colônia Del Sacramento, que fica no Uruguai, mas pode ser acessada facilmente via Buquebus ou Colonia Express, barcos que atravessam o Rio da Prata, desde Puerto Madero, em cerca de 1 hora.

Minhas duas visitas a Colônia: Na Calle D-Los Suspiros, em 2009, e na árvore de frente para o Rio da Prata no verão de 2005.

A cidade, que é a mais antiga do país, tem uma adorável atmosfera colonial, com ruas de pedra ao estilo Paraty. O centro histórico, que foi declarado patrimônio da humanidade pela UNESCO, está bem preservado e guarda bons restaurantes e cafés (experimente o charmoso 1717 Fine Arts), além de uma vista linda para o Rio da Prata, mirante, igrejas, museus e lojinhas de artesanato.

Carro-vaso no meio do centro histórico e o detalhe das hortênsias que colorem a cidade.

Se o dia estiver quente, pegue um taxi ou alugue uma bici e vá até a praia (de rio, claro) Ferrando, que fica bem perto do centro. O local começa a encher de jovens lá pelo fim da tarde, quando eles costumam bebericar o tradicional mate ou uma Patrícia, a famosa cerveja uruguaia.

Já com temperaturas de amenas para frias, mas com tempo aberto, vá ao Delta del Tigre, tomando o Tren de la Costa, na estação Maipu. Para ser 100% sincera, não morro de amores pelo passeio turístico do Delta em si, onde se vêem bonitas casas de veraneio. Para mim, o que de fato vale (e muito) a pena, é o passeio de trem, que percorre a simpática periferia de Buenos Aires e tem nove paradas  para você descer e explorar como quiser.

Tortas, alfajores e chás no Bike & Coffee. Foto do blog http://www.feelslikechocolate.com.br

Minha dica, na verdade uma intimação, é parar na estação Barrancas e tomar um delicioso café com alfajor artesanal na “Bike & Coffee”, lanchonete lindinha que fica bem de frente para a linha do trem. Tem todo um charme argentino-europeu a ser conferido por lá ;)

Sábado de sol que passei no Tigre nessa graciosa casa alugada por amigos.

Já no Delta, os passeios saem a todo instante mais comumente em catamarãs. Se quiser ter autonomia, pegue um taxi aquático que pode te levar para almoçar em algum dos restaurantes locais.

Coloque na balança qual passeio é mais seu perfil e um dia, se puder, sugiro que inclua ambos no seu roteiro!

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